segunda-feira, 2 de junho de 2008

Alerta ambiental: diminuem as aves migratórias


Ganso-do-Canadá, ave migratória da A. do Norte

Por causa da perda de habitas e biodiversidade em todo o mundo, está acontecendo uma séria diminuição no número de aves migratórias.

Buenos Aires, Argentina - Observadores de aves e conservacionistas, docentes e estudantes, celebraram durante os dias 10 e 11 de maio o Dia Mundial das Aves Migratórias, informa um comunicadode imprensa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O objetivo dessas atividades – que se estenderam por vários países - , procurou atrair a atenção sobre a crescente ameaça para as aves migratórias e a biodiversidade global. Uma vez que as aves conectam e utilizam praticamente todos os ecossistemas do planeta, são consideradas como indicadores-chave da situação e das tendências da biodiversidade em geral.

Neste sentido, os recentes informes indicam que o número de espécies de aves migratórias está diminuindo globalmente, refletindo, por sua vez, um problema ambiental maior, relacionado com a perda de habitats e biodiversidade em todo o mundo.

As aves migratórias que recorrem grandes distâncias são muito vulneráveis às mudanças ambientais. Para completar suas migrações anuais, precisam de áreas de procriação e invernada, além de uma rede de lugares de parada ao longo de suas rotas migratórias, onde possam descansar e reabastecer-se antes de continuar a viagem.

Sem dúvida, esses espaços naturais, que também albergam outras espécies de plantas e animais ameaçadas, estão desaparecendo em todo o globo devido à agricultura não planificada e massiva, o desenvolvimento industrial, urbano e turístico descontrolado e também aos efeitos da mudança climática.

Para se ter uma idéia da magnitude do problema, o comunicado de imprensa assegura que o decréscimo na população destas espécies, atualmente, está sendo registrado em muitas das espécies de aves migratórias nas maiores rotas conhecidas.

Constatou-se que 41% das 522 populações de aves aquáticas migratórias nas trajetórias africano-euroasiáticas estão diminuindo. Um estudo desenvolvido na Austrália mostra que as populações de 36 espécies de aves praieiras migratórias que viajam ao largo da rota Ásia Oriental-Australásia tem decaído até 75% nos últimos 25 anos.

Ao mesmo tempo, aves boreais no hemisfério ocidental, como a Reinita do Canadá, que migra desde o extremo norte do Canadá até a América do Sul, está diminuindo devido à perda de seus territórios de bosques para a reprodução.

Por essa razão, a mensagem do Dia Mundial das Aves Migratórias deste ano apela aos dirigentes do mundo e tomadores de decisões para que realizem todos os esforços possíveis a fim de deter a perda de biodiversidade e aumentar as estratégias nacionais e internacionais para proteger os ecossistemas.

Bert Lenten, secretário executivo do Acordo sobre a Conservação de Aves Aquáticas Migratórias da África e Eurásia (AEWA) observa: “Muitas espécies mostram um decréscimo contínuo causado, por exemplo, pela transformação de pradarias de alta riqueza biológica em monocultivos. Necessitamos fazer mais para proteger seus habitats e fazê-lo tanto pelo bem das aves migratórias como pelo da biodiversidade em geral”.

http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task=view&id=3281&Itemid=2

SP: Matar animal pode custar o mandato de prefeito!

Lei aprovada em São Paulo proíbe a matança de cães e gatos em todos os Centros de Controle de Zoonoses, Canis e congêneres do Estado.

Dep. Feliciano Filho*

No dia 17 de abril deste ano foi publicada no Diário Oficial a lei 12.916/08, de minha autoria, sancionada pelo governador José Serra, que proíbe a matança indiscriminada de cães e gatos em todos os Centro de Controle de Zoonoses, Canis Municipais e Congêneres do estado de São Paulo.

Essa nova lei sempre foi o sonho de todo protetor de animais e está de acordo com o que é preconizado pelas Organizações Mundial e Pan-Americana de Saúde e pelo BEPA (boletim da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo), onde declaram que a prática de captura e extermínio (matança) como forma de controle populacional só pioram a situação.

Quanto mais o poder público retira os animais das ruas, mais eles se multiplicam, pois sobram mais alimentos para aqueles que ficam, eles se tornam mais fortes, mais férteis e com maior fecundidade começam a procriar e como a procriação se dá de forma geométrica, ou seja, apenas uma cadela pode gerar em seis anos, através de seus descendentes diretos e indiretos, 64.000 cães.

Para resolver essa problemática, precisamos adotar dois preceitos básicos e fundamentais que são:

a-) castração em massa, ostensiva e por saturação. Não adianta entrarmos num bairro e castrarmos, apenas, 5% ou 10% dos animais, temos que castrar no mínimo 80% dos animais do bairro para não haver reprocriação;

b-) identificação dos animais de forma sistemática e compulsória (obrigatória). Todas as localidades que identificaram seus animais dessa forma conseguiram diminuir a população em até 70% e na mesma proporção à matança dos animais e os custos operacionais, pois 70% dos animais que estão nas ruas são perdidos e 30% abandonados.

A problemática dos animais não é, apenas, uma questão humanitária, mas de saúde pública importante, meio ambiente e respeito ao dinheiro público, pois as prefeituras, de uma forma geral, gastam três vezes mais para piorar uma situação que cresce de forma geométrica, ao passo que poderiam gastar 1/3 para resolver o problema trabalhando nas causas.

Dos 645 municípios do estado de São Paulo, temos apenas 23 CCZ´s, alguns canis municipais e a grande maioria não possui nenhum dos dois. Para nossa surpresa e alegria temos recebido telefonemas e e-mails de muitos municípios parabenizando a nova lei, dizendo que já estavam atuando de acordo com a lei muito antes d´ela ser sancionada.

Uma pequena minoria, menos de 10 municípios, não está atuando de forma correta, ou seja, descumprindo a lei. Estamos orientando os denunciantes que entrem no site: www.felicianofilho.com.br, imprimam a lei e encaminhem ao Ministério Público para que este sim faça com que a lei seja cumprida.
Por conta da ação errada de um diretor de CCZ, ou canil municipal, pode ser pedida a cassação de mandato do prefeito por improbidade administrativa e por descumprimento à lei, entre outros motivos.

Estamos nos reunindo com protetores solicitando que eles procurem os CCZ´s e canis municipais desarmados, deixando para trás toda e qualquer mágoa ou revanchismo, mas com nova postura para criarmos uma atmosfera de cooperação mútua com o intuito de gerar um sinergismo e ajudar aquele órgão a realizar programas de recolocação dos animais de volta a sociedade já castrados, vacinados e identificados.

Este é o momento de nos unirmos, sociedade civil organizada e poder público, para caminharmos juntos em nome de uma questão humanitária, saúde pública, meio ambiente e respeito ao dinheiro público.

*Feliciano Filho é deputado estadual pelo PV-Campinas e presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa. É também presidente da UPA em Campinas, uma ONG que cuida de 250 animais resgatados de Abandono e Maus Tratos.
www.felicianofilho.com.br
Blog: http://felicianofilho.zip.net
Programa Planeta Bicho
http://www.upanimais.org.br/planetabicho/index.asp


Fonte: Eco Agência.

Sem pesca

O Ibama proibiu por dois meses a pesca e venda de qualquer organismo aquático dentro do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no litoral sul gaúcho, onde moram 170 pescadores, com autorização especial do governo. Os motivos são a seca e as mortandades de peixes e camarões. Também foi proibida a pesca de arrasto motorizado a menos de 500 metros no litoral do Espírito Santo. Também há restrições para barcos que usam recolhimento mecânico de redes e afins. As regras estão no Diário Oficial da União.

http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=6&pageCode=69

“Nosso papel de predador se exauriu”

É assim que um editorial do International Herald Tribune vê a situação atual dos países desenvolvidos: ricos, porém dependentes dos recursos naturais alheios. Chamando atenção para a abundância guardada em nações como o Brasil, o texto diz que os papéis se inverteram: “Talvez em breve os Estados Unidos e a Europa precisem de toda a caridade que conseguirem ter”. O diário cita a “exuberante” vegetação, as “vastas reservas de terra” e a “riqueza mineral” brasileiras para mostrar que o crescimento só virá para quem ainda possui estes benefícios

http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=6&pageCode=72

China acaba de estreitar o cerco contra as famigeradas sacolinhas plásticas

| A exemplo do que já fizeram alguns países pelo mundo, a China acaba de estreitar o cerco contra as famigeradas sacolinhas plásticas. No último domingo, o país, considerado um dos maiores poluidores do planeta, proibiu a fabricação e distribuição do objeto, diz notícia do El Mundo. A motivação, segundo o governo chinês, é de ordem ecológica, mas o rombo na economia também pesa muito. Isso porque a estimativa é que os chineses usem cerca de 3 milhões de sacolinhas por ano, o que demanda 37 milhões de barris de petróleo, segundo cálculos do governo. Além da China, países como Irlanda, Ruanda e Bangaladesh também já adotaram medidas para resolver o problema. A Itália estuda adotar a proibição a partir de 2010

http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=6&pageCode=72

Zôo de Londres expõe esculturas de animais feitas de lixo

da BBC

Um dinossauro feito de restos de pneus velhos e um tubarão esculpido com pedaço de calota branca estão entre os novos "moradores" do zoológico de Londres.

BBC
Exposição Recycled Sculpture Show, no zôo de Londres, mostra esculturas de animais feitas com lixo; confira galeria de imagens
Exposição Recycled Sculpture Show, no zôo de Londres, mostra esculturas de animais feitas com lixo; confira galeria de imagens

Os animais são duas das 21 peças em exposição no Recycled Sculpture Show, ou Show de Esculturas Recicladas, aberto na última sexta-feira (30).

A exposição faz parte de uma série de eventos de conscientização ecológica que serão realizados em Londres nas próximas três semanas como parte do festival Love London, Love your Planet (Ame Londres, Ame seu Planeta).

"As esculturas realmente provocam um debate sobre os restos deixados pelo homem e o impacto que eles têm no mundo natural", disse a gerente de sustentabilidade do zoológico de Londres, Sophie Townsend.

"Não há melhor ambiente para esse show do que rodeado por algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, muitas das quais estão perto da extinção por causa do desejo insaciável do homem por novos recursos", acrescentou Townsend.

As esculturas recicladas ficarão em exposição no zoológico de Londres até 5 de setembro.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u407807.shtml

sábado, 31 de maio de 2008

Elefante assassino "Osama" é morto na Índia

da Reuters, em Patna (Índia)

Um elefante chamado "Osama bin Laden", que matou ao menos onze pessoas e feriu outras dezenas nos últimos meses, foi morto a tiros no leste da Índia na sexta-feira, informaram fontes oficiais.

O elefante selvagem macho vinha aterrorizando vilarejos de dois Estados indianos, destruindo plantações e residências e atacando as pessoas desses locais.

Oficiais florestais e a Polícia conseguiram monitorar o elefante no Estado de Jharkhand (leste) na sexta-feira, quando foi baleado e morto, informou o oficial do governo Ravi Ranjan.

"Sim, Osama foi finalmente morto e foi necessário que usássemos 20 balas para silenciá-lo", disse Ranjan à agência Reuters neste sábado.

Centenas de moradores da região se reuniram neste sábado para ver o efefante morto.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u407411.shtml