quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Taiwan pode ser 'arca de Noé' para corais do planeta

Em Kenting, um parque nacional e pólo turístico localizado na ponta sul da ilha de Taiwan, os tufões que retornam a cada ano arremessam sedimentos e lodo contra os frágeis recifes de coral localizados em águas rasas.

Os hotéis e as aldeias espalhados pela região despejam esgoto sobre os recifes. Uma usina nuclear os escalda com a água que utiliza na refrigeração do reator nuclear e depois descarta. Mergulhadores recreativos caminham sobre os recifes, e ocasionalmente arrancam pedaços de coral para levar com eles como recordação.

E em 2001, um grande navio cargueiro naufragou ao largo de Kenting, destruindo o coral sobre o qual seus restos vieram a repousar e despejando mais de mil toneladas de óleo-combustível ao longo da costa.

Como se tudo isso não fosse o bastante, a tendência de elevação na temperatura do mar tornou mais freqüente o "alvejamento de coral", o que pode ser fatal para o organismo caso perdure por mais de duas ou três semanas.

Mas em uma era quando esse desgaste ambiental está matando os recifes de coral em todo o mundo, os de Kenting parecem estar resistindo surpreendentemente bem. Um cientista local disse que Taiwan pode até mesmo se provar uma espécie de "arca de Noé" para os corais do planeta.

"Esta é a era na qual as mudanças na temperatura mundial e o aquecimento dos oceanos representam grandes problemas para os recifes de coral", disse Fan Tung-yung, especialista em corais no Museu de Biologia Marinha e Aquário Nacional de Taiwan, em entrevista por telefone. "Mas Kenting é um refúgio".

Um estudo conduzido por John Bruno e Elizabeth Selig e publicado no ano passado pela revista científica PLoS One, comparando recifes de coral localizados em diversos pontos dos oceanos Pacífico e Índico, constatou que a cobertura média de coral (a proporção do piso oceânico recoberta por corais vivos) era de cerca de 22% nas áreas estudadas, enquanto Fan afirma que a cobertura em Kenting atinge os 40%.

No ano passado, quando um surto de alvejamento de coral destruiu muitos recifes na região Ásia-Pacífico, os de Kenting sobreviveram e se recuperaram.

A relativa resistência dos recifes locais atraiu intenso interesse de biólogos marinhos de todo o mundo. Agora, cientistas norte-americanos e taiuaneses esperam transformar Kenting em parte de um "sistema de alerta antecipado" de alcance mundial, em um projeto liderado pelos Estados Unidos para a monitoração de recifes de coral.

Um sistema como esse ajudaria os cientistas e os funcionários do governo de Taiwan a melhor proteger os recifes. Também permitiria que os cientistas recolhessem dados para explicar por que alguns recifes, como os de Kenting, são tão robustos enquanto outros parecem muito frágeis.

"Os recifes de Kenting são muito impressionantes em termos da cobertura geral e da diversidade de corais", afirmou em mensagem de e-mail o biólogo Peter Edmunds, especialista em coral da Universidade Estadual da Califórnia em Northidge, que inspecionou os recifes de Taiwan, "Eles oferecem uma oportunidade única e muito importante para que compreendamos os motivos que levam alguns recifes a sobreviver melhor do que outros em todo o mundo".

Os cientistas já trabalham com diversas hipóteses. Os recifes de Kenting são afortunados porque contam com reabastecimento por um firme suprimento do que os cientistas designam "recrutas" ¿novos corais, no caso conduzidos ao norte de seu ponto de origem nas águas das Filipinas. Isso significa que, mesmo que o coral seja destruído, novos corais rapidamente tomam seu lugar.

Mais importante, porém, é o fato de que a região conta com correntezas movidas pelas marés que regularmente encaminham água mais fria, vinda das profundezas, para as águas rasas ao largo da ponta sul de Taiwan. Fan diz que esse fenômeno de água fria em ascensão é bastante raro.

Edmunds e Fan acreditam que a tenacidade dos recifes de Kenting esteja relacionada à sua exposição natural a variações acentuadas em temperatura das águas (a temperatura varia em até nove graus ao longo do dia), causadas por esses padrões de marés.

"É possível que esses fatores de desgaste térmico de alguma maneira ofereçam aos corais a capacidade de resistir a outras formas de desgaste subseqüentes", disse Edmunds.

O ganho de resistência propiciado pelo bombardeio diário de águas em temperaturas muito diferentes pode tornar os recifes de Kenting capazes de simplesmente ignorar o aquecimento das águas que prejudica tanto os recifes de coral em outras partes do mundo.

Estranhamente, diz Fan, a usina nuclear também pode ter ajudado a tornar os recifes mais resistentes. Os recifes de coral na área tiveram 30 anos para se adaptar às temperaturas mais altas (em entre dois e quatro graus) perto do ponto de despejo das águas de refrigeração do reator nuclear que Taiwan opera na baía de Nanwan ¿aliás, também o local de uma popular praia de recreação.

É certo que essa definição de que os recifes de Kenting estão se saindo bem só funciona em termos de comparação com outros recifes mundiais. Dai Chang-feng, especialista em corais no Instituto de Oceanografia da Universidade Nacional de Taiwan, afirmou em entrevista que três décadas atrás a cobertura de coral nos recifes de Kenting era de até 75% a 80%, quase o dobro da atual.

Os modelos predizem que até 2050 "a maioria das espécies de coral em Kenting" desaparecerão, segundo Dai. Especificamente, suas simulações prevêem que menos de 50 das 300 espécies de coral existentes em Kenting sobreviverão até 2050, e poucas ou nenhuma restarão vivas em 2100.

Para ajudá-los a evitar esse destino, cientistas e o governo precisam primeiro de melhores dados quanto ao que exatamente mata os corais, e porque alguns deles, como os de Kenting, se provam mais resistentes. É a isso que servirá a Rede Integrada de Observação de Coral, liderada pelos Estados Unidos.

Cientistas de Taiwan e dirigentes do Parque Nacional de Kenting (que tem jurisdição sobre os recifes) vêm se reunindo com cientistas da Administração Nacional da Atmosfera e Oceano (NOAA) dos Estados Unidos a fim de discutir a adesão de Taiwan à rede. Kenting poderia ser incorporada no ano que vem, dizem Fan e outros envolvidos no projeto.

A ambiciosa rede tem por objetivo oferecer um quadro mundial quanto à saúde dos recifes de coral, tanto para fins de pesquisa quanto como um "sistema de alerta antecipado" quando os recifes de coral forem ameaçados.

Já ativa nas Bahamas, ela usa sensores submarinos que registram a temperatura da água e outros dados e os transmitem a satélites. Os dados são então encaminhados a uma rede que permite monitoração em tempo real de recifes de coral em todo o mundo.

"O propósito dos sensores é estudar como o aquecimento global afeta os corais e saber o que acompanhar", disse Keryea Soong, especialista em corais no instituto de biologia marinha da Universidade Nacional Sun Yat-sem, em Kaohsiung, um porto no sul de Taiwan.

"Podemos idealizar experiências para melhor compreender o fenômeno do alvejamento. Os satélites podem oferecer imagens sobre uma área mais amplas, mas com os sensores é possível determinar temperaturas em escala muito menor, como em Kenting".

O alvejamento é uma das principais ameaças aos recifes de coral mundiais e ocorre quando o coral perde suas algas simbióticas devido a fatores de desgaste como temperatura elevada da água. Isso remove a cor dos corais e sua principal fonte de nutrientes.

Quando os sensores da rede de monitoração mostrarem um recife sob ameaça, cientistas e funcionários do Parque Nacional de Kenting poderão tomar medidas imediatas ¿por exemplo, proibir atividades como o mergulho ou o uso de barcos a motor na área.

"O mundo todo está preocupado com a saúde dos recifes de coral", disse Shih Chin-fang, antigo diretor do Parque Nacional de Kenting, em entrevista. "Por isso um grupo de especialistas está trabalhando com muito afinco em todo o mundo para conectar esse sistema de monitoração à Internet".

Todas essas medidas são apenas paliativos, no entanto, e não enfrentam a ameaça de longo prazo que o aquecimento global representa para os recifes de coral. Edmunds se preocupa com a possibilidade de que os recifes de Kenting, embora pareçam tão resistentes, possam estar simplesmente ficando um pouco para trás de recifes que estão em deterioração em outras partes do mundo, e que seu declínio seja iminente.

Edmunds disse que "já vi efeitos semelhantes no Caribe. Um recife que estava se saindo bem por 20 anos enquanto aqueles que o cercavam se deterioravam, até que subitamente, em 2005, começou a morrer com velocidade alarmante".

Por enquanto, ele outros cientistas esperam que os recifes de Kenting sejam realmente excepcionais. E que em breve eles possam descobrir o motivo.

Tradução: Paulo Migliacci

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3241591-EI238,00-Taiwan+pode+ser+arca+de+Noe+para+corais+do+planeta.html

Curso dicute responsabilidade ecológica e social no Ibirapuera

Com o intuito de promover a paz, nos dias 11 e 18 de outubro haverá o curso ''Jovens da terra - Conexões pela Vida''. As aulas discutirão a relação entre população e natureza e são voltadas para jovens de 17 a 25 anos.

Uma união para promover a paz. É esse o intuito da parceria firmada entre a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação e Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Os dois órgãos promoverão, nos dias 11 e 18 de outubro, o curso "Jovens da terra - Conexões pela Vida", na Umapaz (avenida IV Centenário, 1.268, Portão 7A, no Parque do Ibirapuera). O objetivo das aulas é discutir a relação entre população e natureza, com ênfase na responsabilidade ecológica e social.

Voltadas especialmente aos jovens de 17 a 25 anos, as duas primeiras aulas terão duração de quatro horas, e, no dia 18/10, serão ministradas das 9h às 18h. O curso é gratuito e entrega de certificado.
http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=26116


Protestos dos internautas dão apoio à fiscalização, diz gerente do Ibama

Em Santarém (PA), manifestações virtuais facilitam trabalho dos fiscais.
Mapa interativo mostra devastação da floresta e permite protestos.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo


O esforço de centenas de milhares de internautas que protestam contra queimadas e desmatamentos no mapa interativo do Globo Amazônia tem ajudado os fiscais do Ibama de Santarém (PA) a realizar o seu trabalho. É o que relata o gerente executivo do Ibama local, Daniel Cohenca.
Para convencermos as pessoas de que a preservação é importante, precisamos de uma pressão externa”, conta. Segundo o gerente, além das estradas difíceis de transitar e da falta de recursos, uma das dificuldades para fiscalizar a região é enfrentar a idéia de que o desmatamento traz desenvolvimento. E para vencer esse obstáculo os 25 milhões de protestos registrados pelos internautas no Globo Amazônia têm ajudado. “A população fica mais indignada, as pessoas vêm conversar com a gente”, relata.

A região ao sul do município de Santarém, no oeste do Pará, é uma das que mais sofre com o desmatamento. Cortada pela BR-163, que liga Santarém a Cuiabá, a área é pontilhada por marcas de devastação no mapa interativo, que mostra a destruição da floresta em tempo real.

Veja como vigiar a floresta utilizando o mapa do Globo Amazônia


Um ponto de desmatamento no município de Itaituba, que fica nessa região, é o que recebeu mais protestos dos internautas neste mês. Em menos de dez dias, mais de 12 mil pessoas reclamaram dessa clareira na floresta. O segundo ponto onde mais houve manifestações também está ali ao lado, em Rurópolis. Nesse local, 11,5 mil usuários do mapa deixaram suas manifestações virtuais.

Apreensão de madeira

No início desta semana, uma fiscalização realizada pela operação Guardiões da Amazônia embargou uma serraria e apreendeu 828 metros cúbicos de madeira sem documentação no município de Novo Progresso (PA), que fica às margens da BR-163.

Segundo Cohenca, parte da madeira ilegal retirada nessa região é transportada pela rodovia para o sul, até chegar aos estados da região Sudeste. Outra parte chega até os portos de Itaituba e de Santarém, ao norte, e tem a Europa como destino.

O gerente explica que uma das formas de “esquentar” a madeira – conseguir documentos falsos para poder transporta-la legalmente – acontece quando as serrarias compram papéis comprovando que a madeira foi retirada de áreas em que o desmatamento é permitido, dificultando a fiscalização.

Se você mora ou viajou para a Amazônia e tem histórias, fotos ou vídeos com flagrantes de desrespeito à floresta, envie para o Globo Amazônia: globoamazonia@globo.com . Não se esqueça de colocar seu nome e telefone.

http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL790348-16052,00.html

Greenpeace lança no Rio campanha em defesa da preservação dos mares

A organização ambientalista Greenpeace lançou nesta terça-feira (8), no Rio de Janeiro, uma campanha para alertar a população sobre a vulnerabilidade dos mares brasileiros, devido a fatores como mudanças climáticas e pesca predatória. A iniciativa é baseada no relatório À Deriva – Um Panorama dos Mares Brasileiros, elaborado pela própria organização e que reúne entrevistas com cerca de 40 estudiosos das condições da vida marinha.

O estudo mostra o aumento na temperatura dos oceanos, que acaba prejudicando a biodiversidade dos mares. Outra questão ressaltada é a baixa quantidade do estoques pesqueiros. Segundo o relatório, 80% das espécies economicamente exploradas no Brasil, como sardinha, tainha, camarão e corvina, estão ameaçadas.

De acordo com a coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, Leandra Gonçalves, é preciso manter o equilíbrio entre a produção e a capacidade natural de reposição dos estoques pesqueiros.

“O setor pesqueiro no Brasil emprega 800 mil pescadores e há cerca de 4 milhões de pessoas envolvidas. O Greenpeace de forma alguma visa a acabar com a atividade pesqueira, mas sim (busca) um manejo adequado desses estoques, ou seja, que haja fiscalização, regulamentação e pesca de outras espécies não-exploradas de forma regulada. Hoje não há governantes no setor pesqueiro e é necessária uma organização da pesca para que não se pare de pescar por causa da escassez.”

Para alertar sobre a necessidade de se adotar medidas em defesa dos oceanos, serão montados espaços cenográficos na Praça dos Patins, na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde o visitante será estimulado, por meio de recursos interativos, a se engajar na causa. A instalação, chamada Entre Nessa Onda, ficará exposta entre os dias 10 e 12 de outubro, das 9h às 17h. (Fonte: Radiobrás)

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41162

Galos apreendidos durante rinha vão para abrigo em Embu/SP

A Polícia Militar Ambiental precisou procurar um abrigo para os 92 galos apreendidos durante uma rinha, domingo (5), no bairro Jardim Colônia Japonesa (zona leste de São Paulo). A rinha foi localizada após denúncia anônima.

As 35 pessoas detidas na ocasião foram encaminhadas para o 53º Distrito Policial, no Parque do Carmo, e só foram liberadas após assinarem um Termo Circunstanciado de maus-tratos a animais e se comprometerem a atender ao chamado do juiz, quando necessário.

Algumas aves estavam bem feridas e receberam os cuidados inicias da própria PM Ambiental. Após a apreensão, as aves foram encaminhadas para a Abape (Associação Paulista Beneficente), que cuida de crianças carentes. Porém, os animais foram recusados, pois não poderiam virar parte do cardápio da alimentação da associação, enquanto a Justiça não define o destino das aves.

Na manhã desta terça-feira (7), a Polícia Ambiental encontrou um novo abrigo para os animais em um sítio de Embu, na Grande São Paulo. O proprietário vai arcar com os custos da alimentação dos galos nesse período. (Fonte: Folha Online)

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41155

Animais livres

No Dia das Crianças do Brasília Alvorada Hotel, os pequenos aprenderão que o lugar dos animais é na natureza. Esse é o propósito da parceria firmada entre o hotel e a ONG Renctas, que combate o contrabando de animais silvestres. Neste final de semana, o hotel promove atividades direcionadas ao tema, nas quais as crianças serão mobilizadas a reproduzirem o aprendizado em seus ambientes sociais e familiares. A programação inclui cinema, teatro, oficinas fotográfica e de culinária. No apartamento, as crianças receberão kits com bichinhos de pelúcia e camisetas.

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41164

A história do macaquinho trucidado e a comoção que isso causou

Um e-mail que circulou recentemente em várias redes da esfera ambiental causou indignação e tristeza. A autora informava que, na Serra da Cantareira, em São Paulo, fora encontrado um filhote de Macaco Bugio, com múltiplas fraturas, agonizando (veja na foto ao lado). “Não encontramos a mãe, que provavelmente já estava na panela de alguém, pois são caçados pra serem devorados”, dizia a mensagem.

No fórum de debates que se formou em torno do episódio, outra pessoa comentou que a feira de Caxias, no Rio de Janeiro, “é a prova incontestável da ação desse lixo humano”. “Aqui no Rio, os miseráveis vendem à vontade bichos de todas as espécies, enquanto isso, aguardamos pacientemente uma fiscalização que não acontece, em função da covardia de nossos governantes, que não vão contrariar quem lhes fornece quantidade de votos”, disse uma participante da discussão. “Eles silenciam diante de um crime desse tipo ou justificam essa barbárie com alegações sociais (desemprego, blá blá blá)”. E completou: “seria então o caso de não perseguir traficantes, eles também são geradores de empregos”.

Choveram denúncias ao Ibama em São Paulo, que terminou se manifestando, por intermédio de sua Assessoria de Comunicação. Na mensagem, afirmou “compartilhar dos mesmos sentimentos de indignação, tristeza e desalento que assomaram os reclamantes diante de tão violento ato”. Mas deixou claro que, para que pudesse agir, seria necessário que fossem formalizadas denúncias, agregando informações sobre os possíveis agressores. “Sem essa denúncia não há como realizar qualquer diligência; não existe fiscalização ambiental onipresente e onisciente”.

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41164