



"A vida é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo." (Olympia Salete)
Um raro tubarão de boca grande (Megachasma pelagios) - espécie ainda pouco conhecida no mundo, com somente 41 exemplares registrados - ficou preso às redes de pesca de um barco na baía de Sorsogon, nas Filipinas, e acabou virando janta de pescador, segundo anunciou nesta terça-feira a World Wildlife Fund (WWF). A ONG, que defende a vida selvagem, lamentou a decisão dos pescadores de esquartejarem o animal para virar alimento. As informações são da agência EFE.
Antes de opção pela refeição, os responsáveis pelo achado permitiram que especialistas em tubarões analisassem o animal raro. A carcaça media 4m de comprimento, pesava meia tonelada e a boca tinha quase 1m de largura.
De acordo com a WWF, a espécie foi descoberta somente em 1976, quando um exemplar foi atingido pela âncora de um submarino americano no Havaí. Dos 41 tubarões de boca grande registrados, conforme a ONG, oito foram encontrados nas águas das Filipinas.
Apesar de assustar pela dimensão, o tubarão de boca grande é inofensivo e muito parecido com o tubarão-baleia, por nadar com a enorme boca aberta, filtrando a água em busca de plâncton.
Preocupado com a matança equivocada de macacos bugios no Rio Grande do Sul, um pesquisador da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) decidiu lançar uma campanha para alertar a população. Nos últimos meses, a mídia gaúcha tem noticiado casos de pessoas que matam os bugios para prevenir a disseminação da febre amarela.
Sensíveis à doença, os macacos são os primeiros a adquiri-la, e a sua morte serve como um aviso para que os órgãos de saúde pública iniciem campanhas de vacinação. "Algumas pessoas pensam que os bugios transmitem a febre amarela aos humanos, o que é totalmente errado", explica o pesquisador Júlio César Bicca-Marques, autor da iniciativa.
No dia 3, ele começou a enviar emails e contatar os órgãos de imprensa para falar sobre o problema e intitulou a campanha Proteja seu anjo da guarda. A idéia é espalhar a informação de que o agente transmissor é um mosquito, e não os macacos. O projeto tem o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre e outras instituições.
Por adoecerem primeiro, os primatas dão às autoridades informações valiosas sobre a circulação do vírus. "Por isso, matá-los seria como dar um tiro que sairá pela culatra", completa Júlio César.
Principais espécies de macaco do Rio Grande do Sul, os bugios preto e ruivo, que pesam 6 kg em média, vivem sob risco de extinção. Com o habitat natural reduzido pela substituição de florestas, eles já enfrentavam caçadores e comerciantes de animais silvestres antes de virarem alvo da população.
Lá ela cuida de cerca 200 morcegos entre setembro e fevereiro, época em que as fêmeas dão à luz.
"Mas neste ano, devido à quantidade de tempestades que tivemos, estou com 500", disse ela à BBC Brasil.
Geralmente os animais resgatados por Trish possuem feridas visíveis, pneumonia, infecção nos rins ou membros fraturados.
O grupo no qual Trish trabalha, Wildcare Australia, é avisado por telefone cada vez que alguém encontra um morcego agindo estranhamente.
"Não aconselhamos ninguém a pegá-los e trazer para cá. Apenas quem é vacinado contra raiva pode trabalhar resgatando morcegos na Austrália", disse ela.
"Eles são sempre minha prioridade", diz Trish, que está 24 horas por dia e sete dias por semana com o celular ligado para qualquer emergência.
Na clínica na sua casa, os filhotes encontrados desamparados ou machucados geralmente ficam por 12 meses. Os recém-nascidos ficam algumas semanas em incubadoras. Lá eles são alimentados como bebês humanos, com mamadeiras.
Na primeira semana, eles bebem leite a cada três horas. Depois disso, a cada quatro horas, até chegarem ao sétimo mês de vida, quando eles começam a se alimentar com o pólen das flores e frutas, explicou a especialista.
Ao completarem um ano, os animais são estimulados a se tornarem independentes. Nesse período, o contato humano é diminuído ao máximo. Os morcegos só veem os tratadores na hora de serem alimentados.
Desta forma, segundo Trish, eles logo começam a se comportar como selvagens até serem liberados para voltarem a o seu habitat natural. O processo demora de uma a oito semanas, até eles pararem de voltar para receber comida, explicou ela.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u553432.shtml
Número de animais mortos no mundo pela indústria da carne, leite e ovos, desde que você abriu esta página. Esse contador não inclui animais marinhos, porque esses números são imensuráveis.