quarta-feira, 13 de maio de 2009

Parlamento Europeu veta comercialização de produtos feitos de foca

O Parlamento Europeu ontem (05 de maio de 2009) decidiu vetar a comercialização de produtos feitos de foca, anunciou em comunicado oficial a Humane Society of the United States, uma das maiores organizações trabalhando pelo fim da matança anual de bebê-focas no Canadá no fim do inverno.



O voto significa que todos as instituições da União Européia - a Comissão, o Conselho e o Parlamento - concordam com a medida e tais produtos não podem ser comercializados em nenhuma parte da União.

A Europa é o principal mercado de produtos de focas canadenses e muitos acreditam que a medida possa marcar o início do fim da matança.

“Fechar mercados salva vidas de focas” disse a organização. “Somente o prospecto de uma proibição na União Européia bastou para abaixar os preços para menos de 15 dólares canadenses por pele esse ano - um declínio de 86 per cento desde 2006. Como resultado, muitos mercadores preferiram não caçar focas esses anos e até agora, de uma cota de 338.200 focas, apenas 57.622 foram mortas. É provável que quando a temporada oficial terminar no dia 15 de maio, mais de um quarto de um milhão de focas tenham sido poupadas de uma morte terrível. Com a proibição européia, muitas outras focas poderão viver em paz pelo resto desse ano.”

A organização ressalta que apesar dessa vitória, é importante continuar pressionando o governo canadense, boicotando seus produtos e fazendo lobby em outros países, já que existe o risco de desenvolvimento de novos mercados.

Fonte: Vista-se

“Comam menos carne”, diz principal cientista da ONU



As pessoas deveriam considerar comer menos carne como uma forma de combater o aquecimento global, segundo o principal cientista climático da Organização das Nações Unidas (ONU).

Rajendra Pachauri, que preside o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), fará a sugestão em um discurso em Londres na noite desta segunda-feira. Números da ONU sugerem que a produção de carne lança mais gases do efeito estufa na atmosfera do que o setor do transporte.

Mas um porta-voz da União Nacional dos Fazendeiros da Grã-Bretanha disse que as emissões de metano de fazendas estão caindo. Pachauri acaba de ser apontado para um segundo termo de seis anos como presidente do IPCC, o órgão que reúne e avalia os dados sobre clima dos governos mundiais, e que já conquistou um prêmio Nobel.

“A Organização da ONU para Agricultura e Alimentos (FAO) estima que as emissões diretas da produção de carne correspondem a 18% do total mundial de emissões de gases do efeito estufa”, disse à BBC.

“Então eu quero destacar o fato de que entre as opções para reduzir as mudanças climáticas, mudar a dieta é algo que deveria ser considerado.” Clima de persuasão O número da FAO de 18% inclui gases do efeito estufa liberados em todas as etapas do ciclo de produção da carne - abertura de pastos em florestas, fabricação e transporte de fertilizantes, queima de combustíveis fósseis em veículos de fazendas e as emissões físicas de gado e rebanho.

As contribuições dos principais gases do efeito estufa - dióxido de carbono, metano e óxido nítrico - são praticamente equivalentes, segundo a FAO.

O transporte, em contraste, responde por apenas 13% da pegada de gases da humanidade, segundo o IPCC.

Pechauri irá falar em um encontro organizado pela organização Compassion in World Farming, CIWF (Compaixão nas Fazendas Mundiais, em tradução-livre), cuja principal razão para sugerir que as pessoas reduzam seu consumo de carne é para reduzir o número de animais em indústrias pecuárias.

A embaixadora da CIWF, Joyce D’Silva, disse que pensar nas mudanças climáticas poderia motivar as pessoas a mudarem seus hábitos.

“O ângulo das mudanças climáticas pode ser bastante persuasivo”, disse.

“Pesquisas mostram que as pessoas estão ansiosas sobre suas pegadas de carbono e reduzindo as jornadas de carro, por exemplo; mas elas talvez não percebam que mudar o que está em seu prato pode ter um efeito ainda maior.” Benefícios Há várias possibilidades de redução dos gases de efeito estufa associados aos animais em fazendas.

Elas vão de ângulos científicos, como as variedades de gado geneticamente criadas para produzir menos metano em flatulências, até reduzir a quantidade de transporte envolvido, comendo animais criados localmente.

“A União Nacional dos Fazendeiros da Grã-Bretanha está comprometida em assegurar que a agropecuária seja parte da solução às mudanças climáticas, e não parte do problema”, disse à BBC uma porta-voz do órgão.

“Nós apoiamos fortemente as pesquisas com o objetivo de reduzir as emissões de metano dos animais de fazendas, por exemplo, mudando suas dietas e usando a digestão anaeróbica.” As emissões de metano de fazendas britânicas caíram 13% desde 1990.

Mas a maior fonte mundial de dióxido de carbono vindo da produção de carne é o desmatamento, principalmente de florestas tropicais, que deve continuar enquanto a demanda por carne crescer.

D’Silva acredita que os governos negociando um sucessor ao Protocolo de Kyoto deveriam levar esses fatores em conta.

“Eu gostaria de ver governos colocarem metas para a redução de produção e consumo de carne”, disse.

“Isso é algo que deveria provavelmente acontecer em nível global como parte de um tratado negociado para mudanças climáticas, e seria feito de forma justa, para que as pessoas que têm pouca carne no momento, como na África sub-saariana, possam comer mais, e nós no oeste comeríamos menos.” Pachauri, no entanto, vê a questão mais como uma escolha pessoal.

“Eu não sou a favor de ordenar coisas como essa, mas se houver um preço (global) sobre o carbono, talvez o preço da carne suba e as pessoas comam menos”, disse.

“Mas, se formos sinceros, menos carne também é bom para a saúde, e ao mesmo tempo reduziria as emissões de gases do efeito estufa.”

FONTE: UOL

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Confrontos marcam sacrifício dos porcos no Egito; 12 ficam feridos

Ao menos 12 pessoas ficaram feridas neste domingo em violentos confrontos entre criadores de porcos e policiais que deveriam levar os animais para o sacrifício, em Cairo (Egito). O governo egípcio anunciou o sacrifício de todos os porcos do país por temor de um surto de gripe suína, embora a doença, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), não seja transmitida pelo consumo de carne de porco cozida.

Cerca de 400 moradores do bairro de Manchiyet Nasr, em uma colina da capital egípcia, jogaram pedras e garrafas contra os oficiais. Os policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Segundo o chefe de segurança do Cairo, general Ismail Shaer, 14 pessoas foram presas e sete policiais estavam entre os feridos pelos protestos.

O governo egípcio ordenou na quarta-feira passada (29) o sacrifício dos cerca de 300 mil porcos criados no país, apesar de nenhum caso de gripe suína ter sido registrado no Egito.

A decisão foi muito criticada e OMS destacou que não existem provas da transmissão do vírus da gripe, oficialmente denominado influenza A (H1N1), do porco ao homem.

As autoridades egípcias afirmaram então que a medida era mais uma medida de higiene que uma precaução contra a gripe suína. O objetivo, segundo o Cairo, seria sanear as criações insalubres de membros da minoria cristã do Egito.

O consumo e a criação dos porcos no Egito é função restrita a uma minoria cristã de 10% da população. Os muçulmanos não consomem carne de porco. Em 2008, o presidente Hosni Mubarak havia ordenado que todos os porcos e frangos fossem retirados de regiões populosas por questões de higiene. A ordem, contudo, nunca foi implementada e o governo diz que a gripe suína é uma ótima oportunidade para cumpri-la.

"Tudo que o Egito decidiu fazer, apesar de todo o barulho causado aqui e ali, é antes de tudo em favor da proteção da saúde humana. A saúde do povo egípcio vale todo o esforço e as medidas tomadas", disse.

O Egito foi um dos países atingidos pela epidemia de gripe aviária que matou dezenas de pessoas nos últimos dois anos. Em 2007, quando houve o surto da doença, 25 milhões de aves foram mortas e novos padrões para criação de frangos foram estabelecidos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u559792.shtml

Boi "feliz" rende carne mais saudável, diz fazendeiro pecuarista vegetariano

RAFAEL GARCIA
enviado especial da Folha de S.Paulo a Corumbá (MS)

"Nós produzimos um boi feliz", afirma José Carlos Thimoteo Lobreiro, proprietário da Fazenda Millenium, no Mato Grosso do Sul. A frase soa inusitada por partir de um pecuarista que cria gado de corte, mas parece ainda mais estranha quando se descobre que Thimoteo é um vegetariano.

Ex-professor de patologia da reprodução na universidade federal do estado, o fazendeiro abandonou as técnicas tradicionais de criação de gado para adotar as ervas medicinais e a homeopatia como principal ferramenta de prevenção de doenças em seus rebanhos.

Sua opção por não comer carne, diz, não consiste em uma contradição. "É uma coisa absolutamente pessoal", afirma. "Fico feliz porque crio um produto de qualidade para pessoas que têm essa necessidade."

Thimoteo, que é secretário da ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica), ajudou a definir o sistema de saúde implantado nas fazendas da associação para que os bois ganhassem o selo do Instituto Biodinâmico, entidade que certifica a carne orgânica no país. Além de proibir uso preventivo de alopatia, a técnica veta o uso de hormônios de crescimento e de ureia para facilitar a digestão dos animais.

Marcelo Rondon, veterinário que está implantando um programa de auditoria interna nas fazendas da associação, porém, reconhece que a medicina alternativa ainda não dá conta de alguns problemas, sobretudo no caso de miíases, as bicheiras.

"Se o animal está sofrendo muito ou correndo risco de morrer, eu faço uso de algum produto que pode ser um produto alopático", diz Rondon. O uso, porém, segue controle rígido. "Identifico o animal por número, o produto usado, a dosagem, e o motivo da aplicação."

A intenção, segundo o veterinário, não é apenas garantir a o bem-estar do animal, mas evitar o abuso de antibióticos e substâncias que podem deixar resíduos na carne consumida.

A "felicidade" do gado, porém, tem seu preço. Segundo o Friboi, uma peça nobre como uma picanha orgânica custa cerca de 30% mais em grandes redes de supermercado, principal ponto de venda do produto. Hambúrgueres orgânicos, contudo, já têm um preço que pode competir com a carne comum.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u559856.shtml

Crocodilos matam 9 crianças perto de rio em Angola

LUANDA (Reuters) - Crocodilos mataram ao menos nove crianças e também atacaram nas últimas semanas diversas mulheres na província Kwanza-Sul, ao sul de Angola, informou a Rádio Nacional de Angola nesta quarta-feira.

As crianças, com idades entre 10 e 16 anos, do município de Amboim, morreram enquanto elas se aproximavam do rio Keve para coletar água, informou uma autoridade local, segundo a rádio.

Bento disse que os ataques ocorreram assim que a água do canal em Amboim cessou, induzindo os moradores a coletarem água do rio Keve, que estava infestado de crocodilos.

Os crocodilos são predadores que se escondem para atacar. Capazes de passar muito tempo ou imóveis ou flutuando na correnteza do rio, os animais podem mostrar uma surpreendente velocidade ao atacar. Esses répteis podem atingir até 4 metros de comprimento.

(Reportagem de Henrique Almeida)

http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/05/06/ult729u79995.jhtm

Afeganistão coloca único porco do país em quarentena

da BBC Brasil

Como precaução contra a gripe suína, o Afeganistão decidiu colocar em quarentena o único porco que se tem conhecimento que exista no país, segundo funcionários do zoológico da capital do país, Cabul.

Por motivos religiosos, a carne de porco e seus derivados são ilegais no país muçulmano.

O porco, chamado Khanzir, foi dado de presente ao Afeganistão pela China em 2002.
No zoológico de Cabul, ele era mantido ao lado de bodes e veados, mas visitantes manifestaram temores de que ele pudesse ser vetor do vírus H1N1 - o que levou à decisão de isolar o animal.

Companheira

O diretor do zoológico, Aziz Saqib, disse que Khanzir se encontra forte e saudável.

"O único motivo que nos levou a movê-lo é que os afegãos não sabem muito sobre a gripe suína e quando veem um porco, ficam preocupado e acham que vão ficar doentes", disse ele.

Apesar do isolamento, Saqib disse que o porco vai ser mantido em um local maior e mais arejado. Ele disse ainda esperar que a quarentena dure poucos dias apenas.

Reconhecendo o fato de que Khanzir é solitário, Saqib disse ter esperança de encontrar uma companhia feminina para o animal.

Mas o diretor reconhece que a tarefa é atualmente difícil, por causa da gripe.

"Esses são tempos perigosos e difíceis para conseguirmos uma porca para nosso porco", disse ele.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u562149.shtml

"Crucificado" pela gripe, porco é animal de estimação de famosos

da Folha Online

Ainda não há provas que o incriminem definitivamente pelo atual surto de gripe que atingiu 11 países. Mesmo assim, o porco já vem sendo julgado culpado por autoridades mundo afora, que determinam até a morte de criações inteiras.

Na última segunda-feira (27), a OIE (Organização Mundial para a Saúde Animal) reiterou que ainda não foi comprovada a relação entre o vírus e os animais e pediu que a gripe suína seja denominada gripe da América do Norte.

Mas, para algumas pessoas, pouco importa se a culpa é ou não do porco. Para elas, o animal não é um inimigo, e sim um companheiro para todas as horas.






A atriz Reese Witherspoon, 33, adquiriu seu inusitado animal de estimação no ano passado. Bem diferente do chihuahua Bruiser de "Legalmente Loira", na vida real ela escolheu um porco para fazer companhia à família. Reese foi buscar um filhote em uma fazenda na Califórnia (EUA) com seus dois filhos, Deacon, 5, e Ava, 9.

Já George Clooney teve uma amizade de 18 longos anos com Max, seu porco de 130 quilos. O animal foi adotado pelo ator ainda filhote e vivia com ele em Hollywood, com direito a chiqueiro particular. Max morreu em 2006, pouco antes de completar 20 anos, de causas naturais.





Homer mostrou um bizarro relacionamento com um porco em "Simpsons - O Filme"

E algumas celebridades vão além. Nada de chiqueiro. Para elas, porco de estimação tem de viver em casa. Ao menos esse foi o caso de Homer Simpson, que mostrou ao mundo seu bizarro relacionamento com um porco em "Simpsons - O Filme" (2007).

Nas telas, o público pôde ver ainda os porquinhos Babe ("Babe - O Porquinho Atrapalhado", 1995; "Babe - Um Porquinho na Cidade", 1998) e Wilbur ("A Menina e o Porquinho", animação de 1973 com remake "real" em 2006), que mostraram um lado simpático do animal.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u557927.shtml