sexta-feira, 3 de julho de 2009
Mulher fica pendurada por ganchos em defesa dos tubarões
Alice Newstead, artista e ex-funcionária do grupo de cosméticos Lush, perfurou a pele dos omoplatas dos ombros com dois anzois grossos e amarrou os pés para permanecer pendurada horizontalmente numa loja Lush no sul de Paris.
A mulher, de 30 anos, permaneceu nessa posição durante mais de 15 minutos, pingando sangue, para simbolizar um tubarão capturado.
O grupo Lush Cosmetiques se integrou à organização de defesa do meio ambiente Sea Shepherd para realizar a campanha destinada a impedir a pesca excessiva de tubarões.
Cerca de 100 milhões de tubarões são caçados todos os anos e inúmeras espécies viram sua população diminuir mais de 80% nas últimas décadas, segundo diversas ONGs. São muito apreciados por suas nadadeiras, sua carne, cartilagem e azeite.
(Fonte: Yahoo!)
Brasil tem maior número de pássaros ameaçados, diz ONG
De acordo com a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, 122 espécies de pássaros correm o risco de desaparecer no Brasil. Em seguida, vêm Indonésia, com 115, e Peru, com 93.
Em todo o mundo, mais de 800 espécies de animais e plantas já foram extintas nos últimos 500 anos e cerca de 17 mil espécies correm risco de desaparecer, segundo o relatório da IUCN, compilado a cada quatro anos.
O relatório foi publicado pouco antes do prazo fixado por governos internacionais para avaliar os progressos em relação à meta de combate à perda de biodiversidade até 2010. Segundo a IUCN, esses objetivos não serão cumpridos.
Ao todo, 44.838 espécies – apenas 2,7% do 1,8 milhão de espécies já descritas - foram analisadas.
O documento mostra que pelo menos 869 espécies foram completamente extintas ou extintas em seu habitat natural, mas o número pode chegar a 1.159 se forem consideradas as 290 espécies classificadas como possivelmente extintas, que formam parte do grupo de espécies criticamente em perigo.
Ameaças - Ao todo, pelo menos 16.928 espécies estão ameaçadas de extinção, incluindo quase um terço dos anfíbios, mais de um em cada oito pássaros e quase um quarto de todos mamíferos, de acordo com a lista.
Considerando-se a pequena proporção de espécies analisadas, o número pode ser apenas "a ponta do iceberg", mas daria uma boa idéia do risco, segundo a IUCN.
"Quando os governos adotam ações para reduzir a perda de biodiversidade há alguns avanços, mas ainda estamos longe de reverter esta tendência", disse Jean-Christophe Vié, vice-diretor do Programa de Espécies da IUCN e editor do relatório.
"É hora de reconhecer que a natureza é a maior empresa da Terra, trabalhando para o benefício de 100% da humanidade - e o faz de graça. Os governos deveriam se esforçar tanto, ou mais, para salvar a natureza como se esforçam para salvar os setores financeiros e econômicos."
Segundo Vié, a crise da biodiversidade é muito mais severa do que a crise econômica ou dos bancos. Na Europa, 38% das espécies de peixe estão ameaçadas e no leste da África este número chega a 28%.
Um dos principais motivos para os altos índices de risco seria a alta interrelação entre sistemas de água doce, que permite que a poluição se espalhe e que novas espécies invadam o habitat de outras e o desenvolvimento de recursos aquáticos.
Mar - No mar, a pesca excessiva, mudanças climáticas, espécies invasoras, desenvolvimento da costa e poluição respondem pelas ameaças.
Seis das sete espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção, assim como 27% das 845 espécies de corais. Outras 20% das espécies de corais estão quase ameaçadas de extinção, segundo a Lista Vermelha.
Os pássaros marinhos também estão mais ameaçados do que os pássaros terrestres, com 27,5% das espécies em extinção, em comparação com 11,8% dos pássaros terrestres.
A principal causa de extinção e ameaça das espécies terrestres é a destruição de habitats por agricultura, exploração de madeira e desenvolvimento. A caça insustentável é a segunda maior ameaça aos mamíferos, atrás da perda de habitat.
"O relatório é uma leitura deprimente", disse Craig Hilton Taylor, diretor e co-editor da Lista Vermelhada IUCN.
"Ele nos mostra que a crise de extinção está ruim ou ainda pior do que acreditávamos. Mas ele também mostra as tendências que essas espécies seguiram e portanto é parte essencial dos processos de tomada de decisão."
A Lista Vermelha acompanha as tendências de risco de extinção em grupos de espécies, separados por regiões e habitats. Ela só considera espécies não extintas a partir do ano 1500. (Fonte: Estadão Online)
Prefeitura de SP combate abandono de animais
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) será reformado para abrigar animais com mais conforto e cuidado e será construído o Núcleo de Proteção e Bem-Estar, onde os bichos abandonados ficarão até encontrar lares definitivos. Todos os meses, cerca de cem animais recolhidos pelo Centro de Zoonoses ficam disponíveis para adoção. O núcleo deverá ser inaugurado no início do ano que vem. A Prefeitura não informou o número de animais que estão atualmente no CCZ.
O Probem prevê ainda a ampliação do programa de castração de animais domésticos. Atualmente, a Prefeitura faz 40 mil castrações por ano. A meta é chegar a 100 mil. É a primeira vez que a administração municipal realiza uma ação de grande visibilidade para diminuir o abandono de animais domésticos e melhorar o atendimento aos animais recolhidos. "Lutamos muito por uma ação da Prefeitura", diz Angela Caruso, presidente do abrigo de animais Quintal de São Francisco. "Foi uma surpresa muito boa ver que o governo se preocupou finalmente com a causa. É um salto para a cidade de São Paulo."
Para grupos e associações protetoras de animais, a conscientização é fundamental. "A falta de informação causa ignorância e a ignorância causa destruição. Com a conscientização, a gente fecha a torneira que torna os abrigos superlotados e o problema tão abrangente", declara Silvia Pompeu, fundadora do Rancho dos Gnomos, que acolhe animais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/07/03/ult4469u43250.jhtm
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Inglaterra manda lixo para o Brasil
O Ibama em São Paulo vai autuar a empresa que importou o lixo e solicitar junto à Receita Federal que a carga seja devolvida imediatamente ao país de origem. A multa varia de R$ 500 a R$ 2 milhões, dependendo da análise feita na carga. A denúncia foi feita pela empresa que importou a carga. O pedido era para que fossem enviados resíduos plásticos para reciclagem.
Além do lixo enviado pela Inglaterra, o fato traz à tona outra questão. Segundo levantamento do Instituto Socio-ambiental Plastivida, atualmente o Brasil recicla cerca de 960 mil toneladas de plastico por ano. O número representa aproximadamente 20% do total de lixo plástico produzido.
Serpente escapa da jaula e estrangula criança na Flórida
O incidente aconteceu esta manhã em uma casa no condado de Sumter, ao norte de Orlando, quando aparentemente uma píton birmanesa, que tinha escapado à noite de sua jaula, estrangulou e mordeu a menina, filha da namorada do proprietário do animal de estimação, Charles Darnell.
Darnell apunhalou a serpente, que tinha se enroscado em volta do pescoço da criança, conseguiu separá-la e, em seguida, chamou o serviço de emergência.
Os médicos tentaram reanimar a menina, mas não conseguiram salvá-la. Jaren Hare, mãe da menina, também estava na casa de Darnell no momento do ataque, como assinalou a Polícia do condado.
Segundo a Comissão para a Conservação da Flora, a Fauna e a Pesca da Flórida, a píton não é uma espécie de serpente original do estado.
As pítons birmanesas, répteis não venenosos que podem alcançar mais de seis metros de comprimento, se tornaram um sério problema para as autoridades do estado ao se adaptarem às condições dos pântanos de Everglades e se reproduzirem.
Sua presença no sul da Flórida é atribuída a pessoas que as adquirem como animais de estimação e que, quando os animais crescem, os soltam nos pântanos.
No sul da Flórida calcula-se que haja mais de 30 mil pítons, de acordo com dados de Skip Snow, biólogo do parque nacional de Everglades.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/07/01/ult1766u32112.jhtm
Trabalhadores argentinos teriam transmitido gripe H1N1 a animais
BUENOS AIRES (Reuters) - Trabalhadores de uma fazenda na Argentina teriam aparentemente contagiado suínos com a nova gripe H1N1, o que seria o segundo caso de infecção de animais por humanos pelo vírus H1N1, disse nesta quarta-feira um porta-voz da área agrícola da Argentina.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a existência de uma pandemia no mês passado em um esforço para controlar a propagação da gripe, que foi detectada pela primeira vez nos Estados Unidos e no México e então se espalhou por todo o mundo causando a morte de mais de 300 pessoas.
Exames genéticos mostraram que a nova cepa H1N1 é de origem suína e não-humana, apesar de a infecção se dar de pessoa para pessoa e não a partir de animais.
No entanto, a situação na Argentina contribui para a teoria de que os suínos podem ser infectados por humanos.
No Canadá, havia suspeitas de que um agricultor poderia ter transmitido o vírus a um rebanho suíno. Exames de sangue detectaram o contágio, mas as autoridades sanitárias não descartam a possibilidade de que um homem havia transmitido o vírus a animais.
"A teoria é que foram infectados por humanos que trabalham na fazenda e que tiveram os sintomas da gripe uma semana antes que os sintomas fossem declarados nos suínos", disse um porta-voz do governo, que pediu para não ser identificado.
A fonte explicou que os testes realizados em 800 animais deram positivo para o vírus H1N1, mas que os dois trabalhadores rurais, suspeitos de terem transmitido a doença para os animais, não foram atendidos por médicos e, portanto, não há como se provar se têm ou não o vírus.
(Por Helen Popper)
http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/07/01/ult729u80417.jhtm
Orangotangos de fraldas causam polêmica na Malásia

Um santuário de filhotes de orangotangos na Malásia gerou polêmica por tratar os animais como se fossem bebês humanos.
A fundação Ilha Orangotango, em Bukit Merah, localizada numa ilha de 35 acres no norte da Malásia, abriga 25 filhotes de orangotangos que usam fraldas, dormem em berços e são cuidados por enfermeiras.
A instituição é uma grande atração para turistas, que tiram fotos dos animais no berçário. Mas o cuidado dispensado aos animais, alimentados a cada duas horas pelas sete enfermeiras em serviço, não agrada especialistas, que dizem que essa não é a forma adequada para cuidar de animais selvagens em perigo de extinção.
Monitorados 24 horas por dia, os animais tomam vitaminas, fazem exames de sangue, e são tratados com aparelhos de alta-tecnologia do mesmo nível de uma unidade de pré-natal.
"Eles cuidam deles como se fossem bebês porque esses animais perderam as mães ou houve algum outro problema", disse à BBC Brasil a Associação Australiana de Sobrevivência de Orangotangos de Bornéo.
"Há vários níveis, primeiro é o berçário, depois a escola na floresta, onde eles aprendem e ficam preparados para, mais tarde, serem transferidos ao seu habitat natural. Eles não se apegam às pessoas, mas é como cuidar de uma criança pequena", disse Susan Chen, da associação, que recentemente visitou o local.
Críticas
Segundo especialistas, o tratamento dado aos animais distancia eles da realidade de seu habitat natural. "Até o momento nenhum dos animais foi libertado no habitat natural", disse Roy Sirinanne, veterinário que trabalha em zoológicos na Ásia por mais de 40 anos.
"É ridículo ter orangotangos em fraldas. Como eles vão conseguir ser reintroduzidos à selva", disse Sirinanne à mídia australiana.
"Manter os animais em uma ilha em cativeiro não é um programa de conservação, pois é quase impossível colocá-los novamente nas florestas". O Grupo Amigos da Terra, na Malásia, também se opõe ao santuário, que chama de "parque temático com vida selvagem em cativeiro".
"Orangotangos criados em cativeiro não possuem resistência a doenças", disse Mohamad Idris, presidente da instituição.
Ecoturismo
O centro veterinário, aberto em 2000, foi inaugurado como um parque de ecoturismo; Um dos diretores, D. Sabapathy, admitiu que houve falhas que induziram a morte de animais entre os anos de 2000 e 2003.
"Mas muito foi aprendido desde então. O que queremos é proteger a espécie da extinção", disse.
A Fundação estuda e coleta dados de orangotangos confiscados no estado florestal de Sarawak, em Bornéo.
"Depois de estudá-los os levaremos de volta a Sarawak", disse ele.
Segundo Sabapathy, os filhotes são apenas removidos das mães no caso de estarem desnutridos, terem sido rejeitados ou estarem correndo risco de vida.
Cerca de 60 mil orangotangos vivem em habitat natural atualmente. Destes, 80% estão na Indonésia e o resto na Malásia.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/bichos/ultnot/bbc/ult4550u704.jhtm