sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cão cego e seu cão-guia encontram um novo lar no Reino Unido


Bonnie e Clyde serão cuidados por um tratador experiente. Dupla foi resgatada da rua e estava provisoriamente em um centro. O cão cego Clyde e sua guia, Bonnie, arranjaram um novo lar no Reino Unido, segundo os tabloides britânicos.

Eles vão morar com um experiente cuidador de cachorros, segundo Cherie Cootes, que trabalha no centro de resgate de cães "Meadow Green”, em Londres. Os dois border collies, que foram encontrados na rua, estavam provisoriamente no centro.

A cadela Bonnie orienta seu colega durante passeios ou mesmo quando ele precisa comer ou beber água. Quando eles estão juntos, Clyde parece um cão normal, plenamente capaz.

"Ele depende totalmente dela o tempo todo. Quando caminha, ela tende a parar para ter certeza que ele está lá. Ela enxerga por ele", afirmou Cherie.


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1250373-5602,00-CAO+CEGO+E+SEU+CAOGUIA+ENCONTRAM+UM+NOVO+LAR+NO+REINO+UNIDO.html

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cão cego tem «cão guia»


Bonnie e Clyde, dois cães border collies, foram encontrados a vaguear numa estrada rural, perto de Norfolk. Caminhavam um atrás do outro, sem que se percebesse o motivo. Depois de recolhidos e levados para um abrigo para animais abandonados, Cherie Cootes, percebeu que Clyde era cego e Bonnie a sua «guia».

«Eles não podem ser separados», afirmou em declarações à BBC. O centro está agora à procura de um dono que aceite «o animal cego, que perdeu a visão devido a uma doença degenerativa» e o seu «cão guia».

«Quando o Clyde se sente perdido e não tem certeza de onde está, coloca-se de imediato por detrás da Bonnie e encosta o focinho para que esta o guie. Ele tem confiança absoluta nela», conta Cherie. A própria Bonnie «espera por ele». Se ela não está «Clyde recusa mexer-se. É impossível separá-los», explica.


http://www.tvi24.iol.pt/internacional/cao-cego-cao-guia-inglaterra-caes-animais/1078832-4073.html

terça-feira, 28 de julho de 2009

Morte de cão emociona alunos e funcionários da UFSC

A morte de um cachorro causou uma grande comoção no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Mascote querido de alunos e servidores, Catatau era famoso por acompanhar todos os eventos envolvendo os estudantes, mas foi encontrado morto, por suspeita de envenenamento, em um dos córregos que passam na área da universidade, na sexta-feira (24).

Rogeria D’el Rei Martins, que trabalha na área administrativa da UFSC, contou ao G1 que Catatau foi abandonado no campus em 1997, ainda filhote. Alimentado por alunos e funcionários, que contam com a ajuda de uma Ong que tenta impedir o abandono de animais no local, era considerado o cão mais popular da universidade e ganhou o apelido de “UFSCão”.

“Catatau sempre participou de todos os atos dos alunos, de protestos a festas. Ele estava nas formaturas, nos trotes, sempre junto com os estudantes. Na saída dos alunos, ele chegava até a acompanhar os estudantes nos arredores, mas depois voltava. Com esse jeito tão carinhoso, ele conquistou todo mundo”, conta Rogéria.

Uma das últimas proezas protagonizadas por Catatau ocorreu durante a invasão do gabinete da reitoria por alunos. O cão ocupou a cadeira do reitor durante o ato e tinha apoio dos alunos para permanecer no cargo.

O estudante de Design Gráfico Rafael Vilela conta que, em abril, Catatau acompanhou um protesto de alunos contra o aumento do passe de ônibus em Florianópolis. “Éramos uns 40 alunos e saímos em passeata do campus até o centro. Caminhamos por uns 40 minutos embaixo de chuva, e o Catatau foi junto. Ele fez parte da manifestação e depois conseguiu voltar para o campus de carona com alguns alunos que estavam de carro. Tem aluno que já levou o Catatau até para a praia”, disse.

Além de Catatau, há outros cães que vivem no campus, mas nenhum tão popular. Vilela fotografa os animais diariamente e, em breve, pretende fazer uma exposição com as fotos dos animais.

Apesar da suspeita de assassinato, a morte de Catatau não poderá ser investigada. “Não temos câmeras no local onde ele foi encontrado, não teríamos como descobrir quem o jogou no córrego”, disse Rogéria.

Enterro - Catatau foi enterrado ainda na sexta-feira perto do monumento Pira da Resistência, que foi erguido pelos próprios servidores. Para Rogéria, o local vai se tornar um ponto de peregrinação de alunos. “Alguém já deixou um vaso com flores brancas para ele. Era um cachorro muito especial”, disse. (Fonte: Luciana Rossetto/ G1)

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=47179

Temporada de pinguins no litoral paulista - instituto alerta para os cuidados no resgate dos animais

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Nesta época é comum encontrar pinguins no litoral norte do estado de São Paulo. Para atender os animais que chegam às praias brasileiras o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha e o Aquário de Ubatuba se preparam para o resgate e tratamento das aves.

O oceanógrafo Hugo Gallo, fundador das instituições e diretor do Aquário de Ubatuba, confirma que as entidades estão prontas para receber os animais. Segundo ele, a temporada de 2008 foi recorde, sendo que mais de 150 pinguins foram resgatados e soltos pelo IBAMA, INPE e outras instituições do litoral paulista.

As únicas instituições com licença do Ibama para a realização do trabalho com aves e animais marinhos na região são o Aquário de Ubatuba e o Instituto Argonauta, que busca recursos para a estruturação de um centro de reabilitação e triagem de animais aquáticos.

Cuidados

O Pingüins de Magalhães (Spheniscus magellanicus), tem cerca de 70 m de altura, pesam 5 kg e vivem em uma zona de clima temperado, nas regiões da Patagônia Argentina e Chilena, podendo sofrer variações na temperatura do ambiente de 7 a 35ºC.

Ao contrário do que se imagina, ao serem encontrados, os animais não precisam ser resfriados. Alguns cuidados, como colocá-los em uma caixa de papelão envoltos em uma toalha ou jornal, até que o resgate chegue, pode ajudar no socorro dos animais.

Em 21/04 AmbienteBrasil publicou EXCLUSIVO: Capacitação orienta a comunidade sobre os procedimentos em casos de encalhe de animais marinhos, com informações sobre como agir no resgate.

Mais informações também podem ser obtidas no site www.institutoargonauta.org.

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=47191

segunda-feira, 27 de julho de 2009

UE proíbe comércio de pele e produtos derivados das focas

Os países da União Europeia aprovaram a proibição do comércio de produtos derivados da foca, apesar das ameaças do governo do Canadá, um dos grandes exportadores, de denunciar esta decisão ante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

A decisão foi tomada pelo bloco nesta segunda-feira (27).

O fechamento do mercado europeu a estes produtos, a partir de 2010, se soma aos embargos decretados pelos Estados Unidos e México, principais sócios comerciais do Canadá.

Ottawa autoriza todos os anos a matança de 338 mil focas, um número que, segundo as autoridades, não coloca em perigo a sobrevivência da espécie.

Canadá, Groenlândia e Namíbia matam 60% das 900 mil focas abatidas a cada ano no mundo. (Fonte: Folha Online)

Aparecem mortos 8 lobos marinhos no litoral peruano

Lima, 27 jul (EFE).- Oito lobos marinhos apareceram mortos hoje em uma praia de Chimbote, cidade do litoral norte do Peru, devido aparentemente à elevada poluição da região, que causa a morte destes animais regularmente, informou a imprensa local.

"Os animais morreram por causa da poluição nessa zona litorânea e não devido à caça indiscriminada, já que os animais não apresentam ferimentos", declarou o chefe da Polícia Ecológica de Chimbote, Juan Coral Pajuelo, à emissora peruana "RPP".

Nos arredores de Chimbote, opera um crescente número de empresas dedicadas à produção de farinha de pescado.

A direção regional da produção de Ancash, região onde Chimbote está localizada, realizará as investigações do caso dos animais mortos, que tinham quatro metros de comprimento e mais de 300 quilos.

No entanto, o jornal "El Comercio" divulgou hoje, em sua versão digital, uma segunda versão sobre os fatos que, segundo um de seus correspondentes, os lobos marítimos apresentavam feridas de lança no lombo e no focinho e que foram mortos por escadores, já que estes mamíferos costumam atacar suas redes para comer os peixes.

O jornal afirmou que os pescadores pediram às autoridades, em ocasiões anteriores, que sacrificassem lobos marinhos, por prejudicarem sua atividade.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/07/27/ult1766u32464.jhtm

sábado, 25 de julho de 2009

Idosa de Maringá cuida sozinha de 42 vira-latas

Dona Izaura já foi denunciada pelos vizinhos à Vigilância Sanitária e teve animais recolhidos pelo CCZ, mas a quantidade de animais de que cuida só faz aumentar

Em uma casa pequena da Avenida Monteiro Lobato, esquina com Rua Centenário, em frente à Estação Rodoviária de Maringá, a sexagenária Izaura da Silva vive com 42 cães, vários deles doentes.

Com exceção de 11 animais de porte grande, que estão em em um compartimento do lado de fora, todos os demais dormem dentro de casa, espalhando-se por sala, cozinha, banheiro e até no quarto da dona da casa, inclusive em cima da cama.

A presença de tantos animais em espaço tão pequeno faz com que a casa de dona Izaura chame a atenção pelo visual, pelo barulho e pelo cheiro.

Os vizinhos já denunciaram dona Izaura à Vigilância Sanitária, vários animais já foram recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mas a quantidade de cães só faz aumentar.


Abandonados

Além de ela recolher animais abandonados que encontra nas ruas, muitas pessoas que querem livrar-se de cães doentes ou velhos demais, simplesmente os colocam dentro do quintal dela.

Chegaram até a quebrar a grade da frente para passarem ninhadas de cães. Além disso, cães e cadelas vivendo misturados, há sempre o risco (ou certeza) de novas ninhadas.

Todos os animais quando chegam ganham novos nomes, geralmente relacionados a gente de destaque ou a características do animal. São Bill Clinton, Van Damme, Barack, Vermelho, Branquinho...


Sensibilidade

“Tudo é uma questão de sensibilidade”, explica ela. Aos 67 anos, viúva do despachante Evaristo Pelegrini, dona Izaura não teve filhos na convivência de 40 anos com o marido, quase não tem amigos, pois “quando tínhamos dinheiro, éramos pessoas recebidas em todos os grupos, mas quando o Evaristo ficou doente e tivemos que vender tudo, os amigos desapareceram”.

Hoje ela vive da pensão que o marido deixou, paga dívidas antigas e o pouco que sobra usa para comprar ração e remédios para seus melhores amigos. Ela sofre de uma hérnia duodenal, mas não pode operar porque não tem com quem deixar os cachorros.

“Sofro quando vejo um animal sofrendo por causa do descaso das pessoas”, diz. E indaga: “se uma pessoa não consegue gostar de um cão, que não reclama, não engana, como pode gostar de outra pessoa?”


Dificuldades

Por causa dessa sensibilidade aflorada, dona Izaura diz que sofre muito quando seus animais estão doentes. “Três deles estão com câncer, cinco são cegos e três são tão velhos que ficaram sem dentes”, explica.

Segundo ela, esses animais convalescentes recebem atendimento especial, mas há tem dificuldades porque ela não tem dinheiro para bancar o tratamento.

Quem se habilita?

Cansada por ter que cuidar de uma família tão grande e tão barulhenta - “à noite, quando um late, todos os outros começam a latir” -, Izaura quer doar seus animais.

Ela diz que gostaria que as entidades de proteção dos animais, o CCZ ou qualquer outra instituição assumisse a responsabilidade de cuidar dos bichos, aí ela poderá se dar ao luxo de ter um mínimo de descanso. Só não sabe se vai se acostumar a viver em uma casa vazia e silenciosa.

http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/222245