terça-feira, 25 de maio de 2010

Mortalidade de cães na Suipa é de 99%, diz MP após vistoria

Órgão investiga desvio de verbas da ONG.
Representantes estiveram no local para apurar denúncia de maus-tratos.


Uma vistoria após uma denúncia de maus-tratos a animais na sede da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) levou o Ministério Público do Rio a investigar desvio de verbas na unidade, que arrecadou R$ 12 milhões só nos últimos dois anos. Mesmo com a receita, cães vivem sem condições de higiene, alguns em gaiolas e com a mortalidade chegando a 99%, segundo dados da própria ONG enviados ao MP.

Esses mesmos dados mostram que a receita da Suípa em 2008 foi de R$ 5,8 milhões e R$ 6,4 milhões no ano passado. O MP agora quer o detalhamento dos gastos que ultrapassaram o valor, fazendo com que a ONG fechasse 2009 com um déficit de mais de R$ 1 milhão. Segundo o MP, a presidente Izabel Nascimento sacou em apenas dois dias, R$ 324 mil da conta da entidade.

A versão da Suipa
Em entrevista ao G1, Izabel Nascimento confirmou que a mortalidade é alta e que o espaço é pequeno no local para a grande demanda de animais que chegam todos os dias. Segundo ela, cerca de 60 animais dão entrada no local todos os dias, somando cerca de 1.800 por mês.

"Maus-tratos é deixar os animais com fome, bater nos animais. Se existe isso, porque os 30 veterinários que trabalham aqui seriam coniventes? Se eles (os promotores do MP) constataram isso aqui, porque não recolheram os animais?. Maltratados eles chegam aqui, subnutridos, com ferimentos graves, até com tiros e é natural, pelas condições que chegam, que a mortalidade seja alta", conta a presidente da Suipa.

Segundo ela, no dia seguinte à vistoria, a ONG entregou um balanço dos últimos cinco anos ao MP. "A gente precisa de espaço e de verba. A promotora tem que provar que a gente sumiu com esse dinheiro. O MP teve em novembro uma ação civil pública que exigiu que o prefeito fizesse um espaço maior e a prefeitura já tem até o projeto dos canis. No Rio, não outra instituição para receber animais, nem mesmo a prefeitura", pondera Izabel.

Cães são queimados, dizem funcionários
A vistoria do MP contou com o reforço de dois veterinários do Centro municipal de Controle de Zoonoses, dois biólogos do Grupo de Apoio técnico (GAT) e de equipes do Batalhão Florestal da Polícia Militar. Empregados da ONG afirmaram que diariamente animais mortos são queimados num forno crematório no fundo do canil.

Ainda segundo o MP, durante a vistoria, a presidente da unidade chegou a dizer que havia 5 mil cães no local, mas depois corrigiu o número para 2.800. No local, os promotores ouviram de alguns funcionários que a contagem de animais só é feita uma vez por semestre e que o número costuma ser superestimado para justificar os gastos.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/05/mortalidade-de-caes-na-suipa-e-de-99-diz-mp-apos-vistoria.html

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Baixo preço de peles de foca diminui caça aos animais

O baixo preço das peles de foca fizeram com que os pescadores canadenses caçassem esse ano cerca de 67 mil, das 380 mil que têm direito, segundo informações do grupo ecologista IFAW. Os ambientalistas comemoram a falta de interesse dos caçadores e a preservação de milhares de animais nessa temporada.









http://entretenimento.r7.com/videos/baixo-preco-de-peles-de-foca-diminui-caca-aos-animais-no-canada-/idmedia/8f5ce03fa115aab8ed7438883242ed0e.html

São Paulo descobre em sua fauna animais raros e ameaçados

Após 18 anos catalogando os animais da cidade de São Paulo, os pesquisadores levaram um susto: conseguiram ver -e fotografar- o maior primata das Américas, de cerca de 15 kan>

O muriqui-do-sul foi achado no Parque Estadual da Serra do Mar, que abrange parte da zona sul da cidade. Ele é um dos animais mais ameaçados de extinção entre os 700 que constam do novo inventário da fauna da cidade, a ser divulgado hoje.

"Se acabar com essa espécie que mora numa faixa estreita da mata atlântica, ela acaba no mundo", resume o biólogo Marcos Melo, da equipe da Divisão de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre (da prefeitura), responsável pelo levantamento.

A última vez em que uma lista assim foi publicada pela divisão foi em 2006, quando havia 433 espécies identificadas pelo órgão.

As 267 que surgiram desde então não se explicam por um aumento do número de bichos na cidade, mas porque mais áreas foram investigadas e os invertebrados (137) passaram a ser mais coletados.

Pixoxó e jaguatirica

De lá para cá, os registros de São Paulo ganharam, por exemplo, o pixoxó -passarinho muito vitimado pelo tráfico de aves-, o apuim-de-costas-pretas e a jaguatirica. Todos ameaçados de extinção.

"Ao mesmo tempo em que ficamos surpresos, ficamos preocupados, porque estão em locais vulneráveis, com problemas de caça", diz a bióloga que coordena o projeto, Anelisa Magalhães.

O inhambu-chororó, por exemplo, parece uma galinha e, capturado, costuma virar refeição de moradores. Por isso, estava sumido havia mais de cem anos na cidade, embora seja comum no interior do Estado.

Era dado como extinto e entrou pela primeira vez na lista.

Vestígios

Nem todos os animais são realmente vistos. Os biólogos muitas vezes coletam pegadas, pelos, fezes e ruídos. Foi graças à gravação do som do sagui-da-serra-escuro que Anelisa pôde registrar o mamífero em 2006.

A onça-parda, muito rara, tinha deixado pegadas reconhecíveis ainda em 1994, mas no ano passado foi fotografada pela primeira vez. Pelo menos um macho e uma fêmea da espécie vivem na área de proteção ambiental Capivari-Monos.

Na mesma região foi fotografado um animal não identificado ("por enquanto, um E.T.", brinca Anelisa), que pode ser um lobo-guará, se depender do relato de moradores e guardas.

Se não for apenas um cachorro grande, poderá se tornar o 31º ameaçado de extinção no inventário, que também tem 22 animais "quase ameaçados".


http://www1.folha.uol.com.br/bichos/739158-sao-paulo-descobre-em-sua-fauna-animais-raros-e-ameacados.shtml

Em risco de extinção, crocodilo do Orinoco é salvo pelo marketing

da France Presse, em Villavicencio

Neste sábado, dia em que se comemora o dia mundial da biodiversidade, o empresário das camisas polo Michel Lacoste vai tirar fotos com um bebê crocodilo do Orinoco (Colômbia), uma espécie ameaçada de extinção. Sua sobrevivência em liberdade talvez se deva a uma operação de marketing.

No começo de maio, o empresário do setor têxtil, filho do fundador da famosa marca do crocodilo, viajou para conhecer o réptil, criado em cativeiro na Colômbia, um dos dez países do mundo com maior biodiversidade.

O crocodilo do Orinoco -bacia do rio do mesmo nome que atravessa a Venezuela e a Colômbia- é uma espécie símbolo deste país, presente no cancioneiro popular dos "llanos" do leste da cordilheira dos Andes.

O impressionante tamanho deste carnívoro com 68 dentes, pele cinzenta ou amarelada -podendo medir até 7m- somado a seu caráter agressivo, assusta, mas sua sobrevivência é considerada indispensável.

"Lidera a cadeia tópica do ecossistema do rio Orinoco e seus afluentes", explica Willington Martínez, especialista no réptil. O "maior predador" regula, no entanto, a abundância de muitas espécies, especialmente de anfíbios e caimãs menores. "Quando está nos rios há mais peixe."

No começo dos anos 1960, eram apreciados por sua pele suave para a confecção de peças artesanais, mas a situação começa a mudar pouco a pouco, depois de anos de caça intensiva, proibida em 1968, e de desmatamento.

Desde o começo da década de 1990, dez casais procriaram em cativeiro 500 espécimes que a estação Roberto Franco tentaram reintroduzir em seu hábitat natural -uma ocasião perfeita aproveitada por "Save your logo", fundo para a biodiversidade criado na França e que propõe às grandes marcas comprometer-se com o animal presente no logo de sua empresa.

Lacoste foi o primeiro a ser seduzido por "Save your Logo", financiando com 150.000 euros um censo sobre a presença dos crocodilos no Orinoco.

"O crocodilo (...) era o apelido de meu pai quando jogava tênis. Se não pudéssemos devolver à espécie tudo o que conquistou para nós seria uma pena. Vamos, então, aproveitar a oportunidade", declarou Michel Lacoste à reportagem

Segundo Lacoste, não se trata apenas de usar a disposição como "suporte de comunicação" da marca, mas de "responsabilidade cidadã".



http://www1.folha.uol.com.br/bichos/em-risco-de-extincao-crocodilo-do-orinoco-e-salvo-pelo-marketing.shtml

Pandas terão centro de treinamento para aprenderem a viver livres na China

A China criará um centro de treinamento para que pandas nascidos em cativeiro aprendam a viver sem ajuda de seus tratadores humanos, uma medida tomada por conta da morte de alguns exemplares que nasceram em centros de criação e foram libertados na natureza, informou a agência “Xinhua”.

O centro ficará na cidade de Dujiangyan (província de Sichuan, sudeste do país), perto do habitat natural dos animais, em uma zona que foi atingida por um forte terremoto há dois anos.

A iniciativa custará US$ 8,8 milhões, e terá uma floresta que, embora cercada e controlada por tratadores, vai reproduzir o habitat natural dos animais, considerados um símbolo nacional para os chineses.

A zona acomodará a princípio entre três e cinco animais, que “serão treinados para reduzir sua dependência dos homens, mesmo ainda vivendo em jaulas”, segundo a informação oficial.

Os animais passarão dez anos em uma zona de treino. Aqueles que se desenvolverem bem serão levados a uma floresta intermediária, com algumas características de um ambiente natural, por outros cinco ou dez anos. Por fim, os que superarem esta fase serão transferidos a uma reserva natural onde viveriam praticamente em estado selvagem, destacou Zhang Zhihe, diretor do centro de criação de pandas da capital provincial, Chengdu.

O panda é um dos animais em maior perigo de extinção do mundo, devido à sua dificuldade de reprodução (problema derivado da perda de habitat e da endogamia).

Atualmente há cerca de 1,6 mil exemplares em liberdade, nas florestas de montanha das províncias ocidentais chinesas de Sichuan, Gansu e Shaanxi. (Fonte: G1)


http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/21/55382-pandas-terao-centro-de-treinamento-para-aprenderem-a-viver-livres-na-china.html

Japão diz que não abrirá mão de caça científica de baleia

O governo japonês afirmou que não pretende encerrar seu programa de caça científica de baleias, mesmo que um acordo internacional para regulamentar a captura desses animais seja fechado no mês que vem.

A declaração foi dada pela embaixada japonesa, em resposta a perguntas da Folha.

O país que mais caça baleias no mundo afirmou, no entanto, que está considerando uma proposta para incluir observadores a bordo de sua frota baleeira e realizar exames de DNA nos animais capturados.

O objetivo das medidas é garantir que não haja caça além da quota e que não sejam capturadas espécies ameaçadas, como a baleia-azul (o maior animal que já habitou a Terra), ou cujos estoques não sejam conhecidos em alguns lugares, como a jubarte (espécie que dá “braçadas” no ar quando salta).

A adoção do esquema de vigilância é um dos grandes pontos de um acordo que está sendo negociado e que pode levar à liberação da caça, com limites.

A proposta é do chileno Cristián Maquieira, presidente da CIB (Comissão Internacional da Baleia). Será debatida no fim de junho, na reunião da CIB, em Marrocos, e é foco de negociações diplomáticas intensas.

Ela prevê que a captura de baleias seja liberada por dez anos e estabelece uma quota de captura global de algumas centenas de exemplares por ano.

Um ponto polêmico é dar ao Japão uma quota de 400 baleias minke ao ano na Antártida, que se reduziria a 200 após cinco anos. Hoje, o oceano Austral é oficialmente um santuário de baleias, mas o Japão se permite caçar 900 animais ao ano ali, sob a desculpa de “pesquisa científica” relatada à CIB.

Trata-se de uma forma que o país encontrou de driblar a moratória imposta pela CIB à caça comercial em 1986, denunciada ano após ano por vários países – o Brasil, inclusive – como caça comercial disfarçada. A carne de baleia do programa “científico” abastece restaurantes e mercados no país.

O acordo proposto por Manquieira prevê a eliminação, pelos seus dez anos de vigência, de “caça à baleia determinada unilateralmente sob permissão especial, objeções e reservas”.

A formulação tem três endereços certos: “permissão especial” é o caso da caça japonesa; “objeções”, da caça islandesa; e “reservas”, da Noruega, segundo maior caçador – que mata metade do número de baleias que o Japão mata.

“O Japão não tem tal ideia”, afirmou a embaixada, questionada sobre se o país consideraria pôr fim à pesquisa letal.

Segundo o governo japonês, a caça no oceano Austral e no Pacífico Norte acontece para “atender a objetivos científicos, como remover incertezas em torno dos dados científicos em relação aos recursos baleeiros, mas não para atender à demanda por carne”.

Pressão total
– Japão tem motivos para considerar a proposta de Maquieira: poucas vezes o país esteve sob pressão internacional tão forte para largar seu hábito de comer cetáceos.

A frota baleeira japonesa tem sido perseguida em águas antárticas pela ONG Sea Shepherd, que neste verão conseguiu impedir que ela cumprisse sua quota de captura. O embate levou à prisão de um ativista, que será julgado no Japão.

O governo da Austrália ameaçou neste ano adotar medidas legais contra o Japão caso o país não acabe com seu programa de caça científica.

Por fim, até Hollywood se engajou: neste ano, o Oscar de melhor documentário foi para o filme “A Enseada”, de 2009, que denuncia o massacre de golfinhos no país. Para a embaixada, “o governo japonês não está em posição de dizer se ele teve ou não impacto negativo sobre a sociedade japonesa”. (Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com/SP)


http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/24/55509-japao-diz-que-nao-abrira-mao-de-caca-cientifica-de-baleia.html

No dia da biodiversidade, secretário da ONU alerta para perigo de extinções

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou neste sábado (22) que a perda de espécies está chegando a um ponto sem volta, informou o site de notícias da CNN.

A afirmação foi feita durante a abertura das celebrações para o dia internacional da biodiversidade, que aconteceu no sábado.

Em relatório recente, a ONU confirmou que nenhuma das metas para redução da perda de biodiversidade, acordadas por membros da organização em 2002, foram cumpridas.

O relatório afirma que desde 1970 as populações mundiais de animais caíram 30%, a área coberta por mangues caiu 20% e a área coberta por corais, 40%.

Segundo Ban, comunidades no mundo todo irão “colher os frutos negativos” da perda de biodiversidade, mas “as comunidades mais pobres e mais vulneráveis serão as que irão sofrer mais”.

Diversos eventos estão sendo realizados ao redor do mundo para celebrar a data. Um jardim foi criado na avenida Champs-Élysées em Paris e uma “parede viva” foi montada na sede da ONU em Copenhague. (Fonte: Folha.com/SP)


http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/24/55502-no-dia-da-biodiversidade-secretario-da-onu-alerta-para-perigo-de-extincoes.html