Fonte: Movimento Internacional Anti-Touradas
Oliveira do Bairro acolherá entre os dias 5 a 13 de Julho a I Feira do Cavalo e no programa provisório desta feira inclui-se uma tourada e uma garraiada.
Para ver o programa na página da Câmara Municipal:
http://www.cm-olb.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=3780
Oliveira do Bairro - I Feira do Cavalo pode criar uma tradição
Há sempre uma primeira vez
Com a I Feira do Cavalo, Oliveira do Bairro passará a ser o ponto central em matéria de feiras equestres no país: "será a Golegã a Sul, Ponte de Lima a Norte e Oliveira do Bairro ao centro", afirmou o vereador António Mota, responsável pela actividade, durante a apresentação do evento, que se realiza entre 5 e 13 de Julho.
Uma Feira que a Câmara "achou por bem levar a efeito depois do êxito que tiveram no Espaço Inovação, em Vila Verde, os concursos de saltos indoor e outdoor", adiantou o presidente Mário João Oliveira. O autarca destacou as vantagens da região, "geograficamente bem localizada e com acessos rápidos à A1", salientando que a Câmara terá "um empenho especial na divulgação do evento", a que são esperados "mais de 50 mil visitantes".
Apesar de admitir que "não há tradição na Bairrada deste tipo de eventos", Mário João Oliveira ressalvou que "há sempre uma primeira vez e, com certeza, poderá significar o início da tal tradição".
Programa provisório. Do programa constam várias actividades, de que se destacam o Grande Prémio Cidade de Oliveira do Bairro e uma corrida de touros com nomes bem conhecidos da tauromaquia nacional. Diariamente, o recinto recebe demonstrações de saltos no picadeiro indoor, concursos de atrelagens, desfiles de cavalos, e outros espectáculos, nomeadamente uma Garraiada com a Escola de Toureio da Azambuja e um Sarau da Escola Equestre de Aveiro.
Oriana Pataco
http://www.jb.pt/home.aspx
Por favor enviem cartas de protesto para:
Câmara Municipal de Oliveira do Bairro
Praça do Município
Edf. Paços do Concelho
3770-851 Oliveira do Bairro
T. 234 732 100
F. 234 732 112
E. cmob@cm-ob.pt
Sugestões
Email: comunicacao@cm-olb.pt
Exmo.Senhor Presidente da Câmara Municipal,
Tive conhecimento através da comunicação social que V.Exa., vai autorizar a realização de uma tourada e de uma garraiada na I Feira do Cavalo que terá lugar no seu município.
As touradas/garraiadas são eventos moral e éticamente inaceitáveis, porquanto têm como finalidade divertir uns quantos á custa da tortura e do sofrimento de um animal não humano que não desejou ou deseja estar numa praça.
Os animais não humanos experienciam e sentem o mesmo que nós animais humanos, falamos de uma vida, não de um objecto que se usa e se deita fora quando já não nos interessa.
Acreditamos que na qualidade de edil de Oliveira do Bairro, terá concerteza como objectivo melhorar a vida da sua cidade bem como a vida dos seus concidadãos, ora a realização destes eventos, não é concerteza uma forma de melhorar a vida dos seus municípes, pelo contrário.
Aquilata-se a qualidade de um autarca pela forma como gere o seu município e isso passa pela qualidade de vida que confere aqueles que o elegeram, pela qualidade de empreendimentos que concede á cidade e pela qualidade de educação dada, entre outros. As touradas/garraiadas são exactamente o oposto de tudo o que atrás foi dito.
Pelo exposto, venho por este meio requerer a V.Exa., que cancele os referidos eventos substituindo os mesmos por outro tipo de actividades que passem pela educação dos seus municípes no sentido de respeitarem os animais e a natureza..
Atentamente
Nome/País
quinta-feira, 29 de maio de 2008
PORTUGAL Protestem contra a realização de uma tourada e de uma garraiada em Oliveira do Bairro
E.U.A. Digam á TNT a verdade sobre o circo Ringling Bros.
Fonte: KinshipCircle
Fontes de informação:
Let TNT Know What You Think of Its Ringling Bros. Reality Show
http://www.api4animals.org/actionalerts.php?p=1553&more=1&cat=41
TNT's Ringling Reality Series: Sickest Show On Earth?
http://www.huffingtonpost.com/duncan-strauss/tnts-ringling-reality-ser_b_96302.html
VIDEO: Ringling Bros. Bullhook Abuse And Lame Elephants 2006
http://www.youtube.com/watch?v=rDolPQa6JEM
The Sadist Show on Earth?
http://blog.nj.com/njv_joel_schwartzberg/2008/04/trouble_with_the_circus.html
Por favor enviem cartas para:
Steve Koonin, President, Turner Entertainment Networks
1050 Techwood Dr.; Atlanta, GA 30318
ph: 404-827-3933; fax: 404-575-5294
email (his assistant): anne.smith@turner.com
Mark Wolper, President, The Wolper Organization
4000 Warner Blvd., Bldg. 14, Room 200
Burbank, CA 91522-0001
ph: 818-954-1421; fax: 818-954-1593
email (his assistant): kathleen.doise@wbtvprod.com
Al Hassas, Executive Producer, Collective Media
9100 Wilshire Blvd., Suite 700; West Beverly Hills, CA 90212
ph: 310-888-1522; fax: 310-888-1555
email: al@thecollective-la.com
Dear Mr. Koonin, Mr. Wolper, and Mr. Hassas:
Reality shows have saturated airwaves and lost their authenticity. To better showcase Turner Network Television's new reality program starring Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus, please include affidavits about handlers who batter elephants bloody and chain them inside train cars for days.
You may wish to consult Tom Rider, a former Ringling "barn man" who testified before Congress: "Elephants live in confinement and are beaten all the time when they don't perform properly." In sworn deposition, Rider said elephants are chained up to 23 hours daily. He described the particularly brutal beatings of Benjamin, a baby elephant who died.
Perhaps past employee Archele Hundley can lend her eyewitness accounts of an elephant soaked in blood after a half-hour beating, a horse thrashed with a metal-tip lead for 10 minutes, or a miniature horse knocked senseless from a trainer's closed-fist punch. Ms. Hundley says: "The public has no idea Ringling's handlers are taught to keep animals afraid. I saw elephants, horses, and camels punched, beaten, and whipped by circus staff members."
To give the show even more realism, I suggest producers canvass public records. For example, in one of numerous complaints filed with the USDA, [USDA# 52-C-0137 (past # 58-C-0106), 8607 Westwood Center Dr., Vienna, VA 22182] Ringling Bros. fails to meet federal Animal Welfare Act requirements.
USDA inspection reports routinely cite the circus for:
* Trauma, physical harm and behavioral stress to animals;
* Failure to possess records of veterinary care;
* Dispensing expired medication;
* Insufficient exercise, space and shade for animals;
* Improper feeding, unsanitary food and dirty storage trucks.
Recently, a federal judge ruled an animal cruelty case against Ringling Bros., and its parent company Feld Entertainment, could proceed. Documents uncovered during a lawsuit filed under the Endangered Species Act reveal circus workers strike, chain and wound endangered Asian elephants. The circus is accused of forcibly removing pre-weaned elephants from mothers and
beating them into submission.
Denny's, Lukoil, General Mills, Burger King, Liz Claiborne, MasterCard, Visa, Sears, Roebuck & Co. and other large corporations terminated promos for animal acts such as Ringling Bros., once informed about fear-driven training based in animal abuse.
A single letter cannot detail decades of Ringling animal abuse, neglect and death. However, it is not my job to present veracity in reality programming. I call upon TNT's president and the show's producers to either air a genuine Ringling portrait or abandon the show altogether.
Thank you,
Nome/País
ESPANHA PROTESTO CONTRA "El Toro de Coria", CORIA
Fonte: Movimento Internacional Anti-Touradas
Data 23 a 29 de Junho
O touro calcorreia e corre horas nas ruas enquando uma multidão atira dardos. Quando está demasiado cansado para continuar a fugir, é morto a tiro e cortam-lhe os testículos .
Por favor enviem cartas de protesto ou os postais que podem copiar em:
http://www.iwab.org/ongoingcampaignspor.html
Câmara Municipal de Coria
Email: info@coria.org
Turismo
Avd. Extremadura, 39
10800 Coria
Caceres
Spain
Email: turismo@coria.org
Diputacion Provincial de Caceres
Plaza de Santa Maria, s/n
10071 Caceres
Spain
Fax + 34 927255471
Email: presidencia@dip-caceres.es
Colombia Zapatoca declara-se cidade anti-touradas
O Presidente da Câmara Municipal de Zapatoca, Octavio Gutiérrez Rueda, assinou o Acordo Muncipal apresentado pelo Conselheiro Reynaldo Díaz Rueda, declarando a cidade contrária a touradas e lutas de galos e ordenando que a praça de touros existente se dedique somente a actos culturais onde "se celebre a vida".
Desaparecem assim os perversos espectáculos de tortura pública de animais para entertenimento. A última tourada que teve lugar em Zapatoca realizou-se em Janeiro de 2007. Já em 2008 o Presidente da Câmara recusou-se a patrocinar touradas.
Para mais informações:
http://www.zapatoca.com/entidades/erradicacion-ferias-toros.html
O exemplo de Zapatoca é único, porque embora existam inúmeras cidades que se declararam anti-touradas em vários países, essas declarações são meramente formais uma vez que as mesmas cidades ou nunca tiveram touradas ou as que tiveram continuam a ter. Neste caso as touradas e as lutas de galos foram mesmo proíbidas e não voltarão a realizar-se.
Por favor enviem uma curta mensagem de agradecimento aos responsáveis por tão louvável decisão.
Alcalde Octavio Gutiérrez Rueda
municipiozapatoca@yahoo.com
Concejal Reynaldo Díaz Rueda
muchogustodonrey@hotmail.com
fonte:recebi por email
ÁUSTRIA Violento Ataque contra o Movimento de Defesa Animal
Fonte: Fabrice Alvarez
Carta tipo: Maria Lopes
Comunicado de Imprensa, 28 de Maio de 2008:
Violento ataque contra o Movimento de Defesa Animal
Rusgas a casas e escritórios, dez pessoas detidas sem acusação e uma série de violações dos direitos humanos resultam em sete pessoas em greve da fome
Na manhã do dia 21 de Maio a polícia austríaca fez um raide massivo contra todos os movimentos de defesa animal em todo o território austríaco.
Um total de 24 casas e escritórios de activistas dos direitos dos animais foram invadidas pela polícia ás 6,15 da manhã. Harald Balluch director da VGT (Association against Animal Factories) descreveu a cena no seu apartamento. "Acordei com o som da porta a ser arrombada e de imediato um grupo de pessoas armadas e encapuçadas rodeou a cama onde eu e a minha namorada dormíamos, apontando-nos as armas. Gritaram que se me movesse atirariam á cabeça. Nós temos dois cães velhinhos que foram brutalmente agarrados pela polícia. Como podem imaginar todos nós estávamos aterrorizados".
Sete organizações foram alvo desta rusga e 10 pessoas foram presas. A polícia justificou esta acção com o argumento que os activistas eram suspeitos de pertencer a uma organização criminosa artigo 278a do Código Penal austríaco. Contudo uma semana depois estas pessoas continuam presas sem qualquer acusação.
O Movimento de Defesa Animal austríaco tem conseguido grandes resultados nos últimos anos em defesa dos animais. A lista de sucessos inclui a proibição de quintas de peles, a proibição de animais em circos, etc. A Áustria é vista no mundo inteiro como um dos países com melhores leis de protecção animal.
Harald Balluch diz que o seu Movimento VGT e ele próprio não praticam quaisquer actividades ilegais. "Esta acção da polícia tem como finalidade desacreditar o trabalho feito em prol dos animais. A intenção é danificar a reputação dos activistas e o seu trabalho. Devido a estas rusgas o nosso escritório e outros quatro estão parados. Os nossos computadores com todas as informações bem como os nossos telemóveis foram confiscados. Não temos possibilidade de contactar os nossos apoiantes. O nosso telefone e fax não funcionam sendo impossível contactarmos com a comunicação social".
Uma série de violações dos direitos humanos
Os advogados que representam os dez activistas apresentaram queixas contra a polícia por violação dos direitos humanos. Esta violação inclui detenção sem acusação, uso desnecessário de força durante as rusgas e obtenção pela força e contra a vontade dos detidos de amostras de ADN.
Greve da Fome
Num esforço para protestar contra esta injustiça sete dos detidos encontram-se em greve da fome. O seu pedido de sumo de fruta diluído foi negado, portanto só têm água.
A familía e a namorada de Balluch tiveram permissão para o visitar pela primeira vez no dia 27 de Maio, ou seja sete dias depois de ter sido detido e ficaram horrorizados com o estado em que se encontra. Está no sétimo dia de greve da fome e os seus movimentos e fala encontram-se muito debilitados.
Por favor enviem cartas de protesto contra esta flagrante violação dos direitos humanos. Não esqueçam que amanhã pode ser qualquer um de nós.
Esta acção não vinha acompanhada de carta tipo, portanto tomei a liberdade de redigir uma, por favor tentem modificar.
Home Secretary; Dr Günter Platter
ministerbuero@bmi.gv.at
Minister for Justice; Frau Dr Berger
minister.justiz@bmi.gv.at
Federal President; Dr Heinz Fischer
heinz.fischer@hofburg.at
Federal Chancellor; Dr Alfred Gusenbauer
alfred.gusenbauer@bka.gv.at
Dear Sirs,
On the 21st of May several homes and offices were raided by police and ten people arrested. More than a week after these events, the detainees are still in prison and yet no charges have been brought against them. This is not happening in some banana republic, but in Austria. Nor are the detainees suspected terrorists, but animal welfarists.
It is chilling that such a blatant violation of Article 11 of the Universal Declaration of Human Rights can be committed by a Member State of the EU against its citizens.
I urge you to either charge the detainees or release them immediately. Some of them have begun hunger strikes and should they die, the Austrian Government would be morally guilty of murder.
I await your urgent response.
Sincerely,
Nome/País
fonte:
recebi por email
DIREITOS E DEVERES DO DONO DE ANIMAIS
ERRO MÉDICO
A morte de um animal ou o dano irreversível por um eventual tratamento veterinário incorreto, pode levar o dono a tomar duas providências. Uma é relatar o ocorrido ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de seu Estado, por escrito, com o maior número de evidências possível (como testemunhas, exames e laudos de outros veterinários). A outra é entrar com uma ação na Justiça para indenização por perdas e danos. No primeiro caso, o objetivo é penalizar o mau profissional. A carta é analisada pelo presidente do Conselho, que decide encaminhar a denúncia ou não ao Conselho de Ética, que convocará o profissional e o reclamante para darem explicações. O veterinário tem direito a defesa, e será punido ou, até, terá seu registro cassado se for provada sua culpa..
LOCAL PÚBLICO
Shopping centers, parques, restaurantes, praças, transportes coletivos, clubes, praias... afinal, bicho pode ou não freqüentá-los? Depende. O acesso a esses locais é regulamentado pelos municípios e, portanto, varia de cidade para cidade. O advogado especializado em Direito Civil, Eronildes Santana de Oliveira, recomenda que o dono de animais se informe na Secretaria de Saúde da sua cidade. Em São Paulo, por exemplo, a lei de Controle de Zoonoses, de 22/4/1987, em seu Artigo 30, proíbe a permanência de animais em locais "públicos ou privados de uso coletivo". A Lei excetua os recintos "legal e apropriadamente instalados, destinados a venda, treinamento, exibição e competições". As administrações de alguns parques e de pelo menos dois grandes shopping centers paulistanos permitem a entrada de cães e gatos. Segundo Eronildes, há uma diferença entre permanência, que é proibida, e circulação. "Apenas passear com um animal nesses locais não constitui infração", entende.
Um mandado de segurança pode garantir o direito de ficar, ir e vir livremente com seu bicho. Dá trabalho, mas é possível. Esse recurso é muito útil para quem depende do animal, como um cão-guia no caso de deficientes físicos ou visuais. Nos locais públicos onde a presença de animais é permitida, é recomendável que o proprietário conduza seus animais de estimação com responsabilidade. E, se vier a acontecer um acidente, poderá demonstrar ao juiz que foi cauteloso e procurou evitá-lo ao máximo. A vacinação anti-rábica anual é obrigatória e pode ser comprovada por qualquer documento que a ateste, expedido em campanhas públicas ou pelo veterinário. É importante a condução de cães com guia e coleira. Muitos municípios têm legislação definindo esse tipo de cuidado.
De nível federal, o Artigo 1.527 do Código Civil atribui responsabilidade ao dono de um animal que cause acidentes, a menos que prove que o guardava e vigiava com cuidado; que foi provocado por outro; que houve imprudência da vítima ou que houve interferência de "motivos de força maior" (como fuga de cão bravo, em caso de enchente ou terremoto). Mas há decisões que mostram que os juízes podem não ser condescendentes. Por exemplo: um deles decidiu que donos de canis são sempre obrigados a reparar danos causados por seus animais. Em um caso envolvendo um Dobermann, um juiz determinou que "alguém que assume o risco de possuir um cão dessa raça deve responder por todo e qualquer dano causado pelo cachorro". Quando o animal é comprovadamente manso, a defesa fica mais fácil. Foi o que aconteceu com um caso julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Segundo o juiz, o cão que atacou um menino nada tinha de perigoso, já que morava num sítio freqüentado por dezenas de crianças, alunas de uma escola da vizinhança. "Se é certo que o animal mordeu um menino, o que transparece nos autos é que este o provocou", concluiu, absolvendo o dono. Já o Decreto-Lei 3.688 de 3/10/41, mais conhecido como Lei das Contravenções Penais, determina pena de prisão simples, de dez dias a dois meses, a quem incorrer em omissão de cautela na guarda ou condução de animais.
"O Judiciário vem entendendo que basta o risco, a simples ameaça, para que a contravenção seja caracterizada", lembra Mônica. Normalmente, cães não são considerados pelos Tribunais como animais perigosos. A exceção fica por conta das raças de guarda. Segundo decisão de um Tribunal de São Paulo e de outro de Santa Catarina, são educadas para a agressão e, portanto, tornam-se indiscutivelmente perigosas.
Mas a advogada levantou um caso em que o Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo deu ganho ao dono de um cão de guarda que atacou um intruso em sua casa. "O juiz entendeu que houve imprudência da vítima, pois havia ali alertas quanto à presença do animal", diz. Por isso é que os proprietários de animais bravos devem alertar sobre a existência deles, com placas visíveis da rua. Na cidade de São Paulo, uma lei obriga esse procedimento (Lei 10.876/90). O mesmo ocorre em Porto Alegre (Lei 6.831/91).
O advogado Eronildes lembra que em São Paulo, o Decreto Municipal 19.483 de 17/2/84, determina que os cães devem ser registrados no Centro de Controle de Zoonoses para permitir a localização do proprietário, se o cão for eventualmente recolhido pela "carrocinha", por meio de uma plaquinha com um número de identificação. O dono recebe também uma carteirinha de identidade. Os dados devem ser sempre mantidos atualizados, pois caso o Centro não consiga localizar o dono, o cão será sacrificado depois de doze dias, se até lá não tiver sido adotado ou retirado pelo dono (se não tiver plaquinha, o sacrifício é feito em três dias).
CONDOMÍNIOS
Normalmente, quem tem um animal em apartamentos não costuma deparar com questões como as relacionadas a cães bravos, pois dificilmente opta por um animal de grande porte e de guarda. Mas pode esbarrar na intolerância dos vizinhos, nas convenções de condomínio ou numa eventual inadequação do animal a espaços pequenos. "Antigamente era comum os estatutos proibirem animais, mas a quantidade de ações vitoriosas na Justiça provou que esse arbítrio é totalmente ilegal", afirma Silvia. Em São Paulo, por exemplo, a Lei 10.309 (Art. 17) de 22/4/87 determina: "A manutenção de animais em edifícios condominiais será regulamentada pelas respectivas convenções". Porém, a Lei Federal 4.591/64, em seu Artigo 19, diz: "cada condômino tem o direito de usar e fruir com exclusividade de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionadas umas às outras às normas de boa vizinhança". As sociedades protetoras dos animais tiveram um papel fundamental na divulgação das sentenças favoráveis aos proprietários, o que levou a maioria dos condomínios a abolir essa cláusula de seus estatutos.A jurisprudência garante a permanência de animais de pequeno porte. Os maiores podem ser alvo de discussão, mas a decisão depende do entendimento do juiz em relação aos possíveis prejuízos causados pelo animal. Segundo Silvia, tanto a Constituição quanto o Código Civil garantem ao dono o direito de propriedade. Se o animal está com o dono há mais de seis meses, é direito adquirido.
O que não se pode discutir é a autoridade dos condomínios em legislar sobre as áreas coletivas. O condomínio pode proibir um cãozinho de passear nos jardins do prédio, ou de andar no elevador, mas não de morar com seus donos. Da mesma forma, a presença de animais inconvenientes, que perturbem a ordem, a higiene e o sono dos outros moradores pode ser questionada.
E isso independe do porte do animal. Um papagaio pode incomodar mais do que um cachorro, por exemplo, e se prejudicar a norma da boa vizinhança pode ser impedido de permanecer. Nesse caso, o próprio dono deve tomar providências por uma questão de respeito e cidadania, e não esperar por processos judiciais. "Mas se a presença do animal não viola as leis, ele pode ser mantido a despeito dos protestos do síndico ou dos vizinhos", diz Silvia. Quem tem animais na zona urbana também precisa observar as leis que determinam a quantidade máxima permitida por residência. No município de São Paulo, por exemplo, a Lei 10.309, (Art. 29), permite até dez animais adultos, considerando cães e gatos juntos.
SAÚDE PÚBLICA
Uma obrigação nem sempre cumprida à risca pelos donos, diz respeito a questões de higiene, limpeza e saúde pública. Cocô na rua é proibido - se o cão usar o passeio público como banheiro, o dono deve limpar. Em São Paulo, a Lei do Controle de Zoonoses estabelece multa aos infratores, mas a falta de fiscais faz com que a lei seja desobedecida. Não apenas essa lei, mas também a Lei Estadual (de São Paulo) 40.400, de 24/10/95 - que regula o funcionamento e manutenção de estabelecimentos veterinários (nos quais estão incluídos, além dos locais que cuidam da saúde dos bichos, canis, circos e outros), que foi alvo de reportagem de Cães & Cia, na edição 208, também corre o risco de não ser respeitada, pelo mesmo motivo. Entre outras coisas, essa lei obriga os estabelecimentos a ter registro no CRMV, veterinário responsável e alvará da Prefeitura para funcionar. O veterinário encarregado do Centro de Vigilância Sanitária do Estado, Olympio Geraldo Gomes, admitiu esse problema à revista em setembro último. Para ele, é preciso contar com a colaboração de todos para que as regras sejam cumpridas e epidemias, maustratos aos animais e desrespeito aos consumidores sejam evitados.
http://www.petbrazil.com.br/bicho/caes/gen002.htm60 países se comprometem a deter desmatamento até 2020
Ministros assinaram documento da WWF em que reconhecem necessidade de reduzir desmatamento a zero
Efe
O recolhimento das assinaturas aconteceu durante a 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB), que termina amanhã, em Bonn.
Segundo a WWF, esse compromisso contribuirá para proteger a biodiversidade, deter a mudança climática e garantir o bem-estar da população. "A WWF espera que os Governos se envolvam no desafio que é reduzir a zero o desmatamento até 2020", afirmou o diretor-geral internacional da instituição, James Leape.
Leape pediu que outros países sigam o exemplo de Alemanha, África do Sul, Peru, México, Colômbia e Indonésia, e se comprometam com o cumprimento desta meta.
O diretor-geral da WWF International voltou a pedir à Conferência das Partes (COP) para que adote a "meta de desmatamento zero" em sua declaração final, que será divulgada amanhã.
"Os governos precisam agir imediatamente, ou iremos perder ainda mais florestas vitais para manter a nossa qualidade de vida", acrescentou Leape, que lembrou que cerca de 90% da biodiversidade da Terra está concentrada em florestas e selvas.
O ritmo de desmatamento, que gera 20% das emissões de dióxido de carbono (CO2) do planeta, atingiu um nível alarmante, segundo a WWF, com uma perda mundial de perto de 13 milhões de hectares ao ano, o que equivale ao desaparecimento de 36 campos de futebol por minuto.
http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid180422,0.htm