sábado, 15 de novembro de 2008

Disputa acirrada na enquete sobre a manutenção de animais no circo

s números não representam àqueles veiculados no Fantástico do dia 02 de novembro. Manter ou não animais nos circos brasileiros virou uma guerra dos internautas neste blog. A disputa é acirrada na enquete e apontou, até as 14h, que 51% (14.092) querem banir com os animais do circo, enquanto que a sua manutenção contou com 49% (13.456), totalizando 27.548 acessos. Por isso a enquete foi prorrogada até segunda-feira (17), quando outro assunto polêmico envolverá internautas de todo o Brasil.

Quanto aos animais nos circos, os números são bem diferente dos números veiculados na Rede Globo, quando 97% gostariam de banir com os animais dos circos. “Realmente percebe-se que sociedade está dividida quanto à matéria”, pondera o presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado João Matos. Ele comemora o aumento no número de acessos ao blog, que somente no dia de ontem, recebeu a visita de 2.693 internautas.

aproveite entre no site e participe da enquete:

Você é a favor da manutenção de animais silvestres e exóticos nos circos brasileiros?

http://www2.camara.gov.br/comissoes/blog-da-comissao-de-educacao-e-cultura/

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Doutor" se expõe ao ridúculo ao defender testes em animais

O Dr Octávio Menezes de Lima Junior de forma histérica se expõe ao ridículo ao publicar um texto (abaixo) defendendo pesquisas em animais. Cientistas, sem argumentos racionais estão começando a apelar para o emocionalismo para continuarem a praticar crimes contra a vida.

Ciência Os 'zooxiitas' e a polêmica do uso de animais em experiências Publicada em 11/11/2008 às 14h03m Artigo do leitor Octávio Menezes de Lima Junior Um velho ditado afirma que "o pior cego é aquele que não quer enxergar". Outro, menos antigo, prega que "se conhecimento, dados precisos e bons argumentos convencessem alguém, nenhum médico seria fumante". Cada vez mais me convenço da verdade contida em ambos ditados. As pessoas, quando não querem ser convencidas de algo, não há gênio, pedagogo ou mestre espiritual que as convença que a verdade que elas enxergam não é, de fato, a verdade absoluta. Um caso clássico do que acabo de afirmar é a posição ortodoxa, radical e obscurantista de certos grupos ligados à defesa dos direitos animais no que diz respeito ao uso de animais em pesquisa científica. Defendem mitos como se fossem verdades inquestionáveis, informações imprecisas e, em alguns casos, fantasiosas como se fossem fatos científicos e satanizam a Ciência e os cientistas como se fossem, em sua maioria, pessoas malignas, perversas e mal intencionadas. Será que essa visão linear e obtusa é realmente a verdade? Desrespeitando minha crença de que não adianta "gastar o meu latim" com quem não quer ser convencido, e na esperança de que pessoas equilibradas e sensatas, sem opinião formada ou dispostas, ao menos, a considerar a opinião oposta antes de tirarem conclusões, possam enxergar a real dimensão e a complexidade do tema, decidi me aventurar a escrever aqui sobre esse polêmico assunto. Sei que estou me arriscando a ser xingado, execrado e quem sabe sofrer até atentados, como foi o caso recente de uma ilustre cientista durante uma discussão sobre o tema na reunião da SBPC, que foi alvejada com tinta vermelha por "zooterroristas" que se dizem defensores de direitos animais. Mas acho que vale a pena o risco... Para iniciar, vamos tentar derrubar alguns mitos. O primeiro grande mito é o argumento que se faz experimentos com animais por ser mais barato e/ou mais fácil do que fazê-lo in vitro (em tubo de ensaio). Quem afirma isso não deve ter a mínima noção do grande gasto de tempo, pessoal, espaço e trabalho que demanda manter um biotério. Os animais comem, bebem, precisam ser medicados, são mantidos em condições da alta higiene (quando não de esterilidade absoluta), temperatura e luminosidade controlada e demandam a atenção de tratadores e veterinários, tudo a um custo bastante elevado. Totalizando o custo final de tudo que envolve a criação de um camundongo, ou outro animal experimental, e comparando isso com os custos de se trabalhar in vitro com linhagens celulares em cultura, facilmente se percebe que é muito mais barato trabalhar in vitro. Experimentos in vitro são inclusive, em sua maioria, mais simples e mais reprodutíveis, mas, infelizmente, não trazem respostas claras com relação à grande maioria dos fenômenos fisiológicos complexos. Outro grande mito é a crença que existem métodos alternativos que substituem perfeitamente os experimentos com animais. Se isso fosse verdade, eu seria o primeiro a utilizá-los e tenho certeza que a grande maioria de meus colegas também assim o fariam, até porque, como afirmei acima, seria mais simples e mais barato. Nesse caso, vou contra-argumentar com algumas perguntas: me expliquem, por favor, como eu poderia simular in vitro o sistema circulatório com todos seus componentes, celulares e biofísicos, para fazer testes de drogas contra a hipertensão arterial? Qual protocolo experimental eu poderia usar para simular ansiedade ou depressão e testar medicamentos contra esses males, utilizando apenas células em um tubo? Como eu faria para testar in vitro o efeito de uma droga na perda de memória? Poderiam me explicar também como se faz para descobrir se um produto é bom contra diarréia usando células em um tubo de ensaio? Qualquer pessoa sensata e com o mínimo de conhecimento, em vista dos poucos exemplos que citei aqui, percebe que a coisa não é tão simples como pregam o "zooxiitas" de plantão. Outro argumento comumente utilizado é que o organismo de outros animais é diferente do humano e os testes em animais são, portanto, sem sentido. Usam aí uma meia-verdade, tentando torná-la uma verdade absoluta. É preciso sim ter cuidado ao se interpretar dados obtidos com experimentação animal, respeitando as diferenças interespecíficas. Em muitos casos não se reproduz um fenômeno biológico em organismos de espécies distintas, mas em espécies próximas evolutivamente há, em sua maioria, grandes semelhanças que permitem tirar conclusões preciosas e relevantes. Se fosse, realmente, tão diferente, a ponto de ser impossível se extrapolar para o ser humano o dado obtido em experimentação animal, a Ciência já teria abandonado tal prática, pois seria um esforço inútil e um gasto de recursos, técnicos, financeiros e humanos sem justificativa. Além disso, alguém realmente acha que grandes laboratórios multinacionais (que em sua maioria visam muito mais o lucro do que o lado humanitário) iriam gastar milhões de dólares em testes de drogas em animais, se isso não trouxesse nenhum dado confiável? Seriam os diretores dessas companhias insanos, sádicos ou irresponsáveis? Faz sentido jogar dinheiro no ralo assim? O fato é: os testes de drogas em animais reduzem ao extremo os riscos para o ser humano e para outros animais, tendo em vista que, das drogas adotadas no tratamento de seres humanas, a maioria também é utilizada para fins veterinários. Alguns dizem: "testem diretamente em humanos". Aí eu pergunto: você se ofereceria como voluntário para testar se uma droga é boa contra um problema cardíaco, sabendo que se ela falhar ou piorar a sua situação poderia levar à sua morte? Aceitaria uma droga sem ter a mínima noção (pela ausência de testes em outros animais) do tipo de efeitos colaterais ela pode causar e sua real eficácia? Daria a um bebê com diarréia severa um medicamento que nunca foi testado, cruzando os dedos para ele funcionar, se não a criança pode morrer de desidratação, isso sem ter a menor pista dos seus efeitos em outros mamíferos? Você realmente acha menos hediondo utilizar seres humanos como cobaias do que animais, criados especificamente para esse fim? Você concorda com a opinião de certas pessoas que acham que se deve utilizar presidiários como cobaias humanas? Aliás, a "turminha legal" dos "porões da ditadura" ia adorar fazer isso com os "subversivos" que eles prendiam e torturavam aos milhares, nas décadas de 60 e 70 do século passado... O fato é: não se pode abrir o precedente autorizando experimentação humana sob o risco de se institucionalizar atrocidades e banalizar ainda mais o valor da vida humana. Mas, caso os defensores árduos dos direitos animais insistam em defender essa tese (que fere os direitos humanos, o que, aparentemente para os "zooxiitas" importa menos que os direitos animais), sugiro que, sendo coerentes com essa idéia, sejam todos voluntários para tais testes, incluindo seus filhos e outros parentes na lista também. Outro mito: "os cientistas são pessoas malignas que sentem prazer em torturar animais". Alguém em sã consciência acha que Dr. Louis Pasteur era um sádico torturador de animaizinhos indefesos, por mero prazer, em experimentos sem sentido? Seria o Dr. Carlos Chagas um homem maligno que tinha prazer de sacrificar insetos inocentes, por matar barbeiros em suas pesquisas? Seria um criminoso o Dr. Albert Sabin, que desenvolveu a vacina contra a poliomielite, tendo em vista que sua vacina foi testada antes em macacos e só depois liberada para vacinação humana? Sim, porque segundo o ponto de vista dos radicais defensores dos animais, esses e milhares de outros pesquisadores não passam de psicopatas assassinos. Para eles, por exemplo, testar a vacina Sabin em algumas dezenas de macacos não se justifica, mesmo tendo essa vacina evitado que milhões de pessoas contraíssem pólio e ficassem aleijadas pelo resto da vida. Se assim eles pensam, eu, humildemente, me reservo ao direito de discordar. O que acho intrigante é o seguinte: estariam esses "zooxiitas" defendendo o direito à vida das baratas? E os mosquitos, inclusive os da dengue, estão na sua lista de animais a serem defendidos? Seriam defensores dos cupins? Estariam os barbeiros (que transmitem a Doença de Chagas) entre seus alvos de proteção? Estariam tão interessados em defender uma ratazana malcheirosa que entra em sua casa pelo ralo, quanto um ratinho bonitinho, branquinho criado em um biotério científico? Achariam também importante defender pulgas, carrapatos e piolhos? Pensam ser uma atrocidade usar um vermífugo para matar uma solitária (Taenia solium) que parasita uma criança? Sim, porque todos exemplos que citei acima são, também, animais e deveriam ser defendidos, da mesma forma e com o mesmo afinco! Ou será que só entram nessa lista os camundonguinhos, ratinhos, ramsterzinhos, coelhinhos, porquinhos, cachorrinhos, gatinhos e macaquinhos fofinhos? Para aqueles que não são vegetarianos, então, não existe a menor forma de sustentar sua posição pró-animais, tendo em vista promoverem uma imensa matança de animais para se alimentarem. A propósito: eu sou vegetariano. É sinal de profunda ignorância e/ou leviandade colocar experimentação científica séria, voltada para a saúde da humanidade, no mesmo saco que: touradas, Farra do Boi, criação de gansos para fazer patê de foie gras, caça "esportiva" de animais ou para extrair peles para casaco de madames fúteis, tráfico de animais, rodeios, exploração de animais em circos, criação de animais imobilizados para se obter "baby beef", briga de galos cachorros e outros animais, espancamento ou manutenção em condições precárias de animais domésticos e, até mesmo, uso de animais para testar cosméticos (todos procedimentos que sou absolutamente contra). A verdade, ao meu ver, é que a experimentação animal é um mal necessário. Não existe forma satisfatória de substituir o uso animal em pesquisas sem interromper estudos fundamentais para o futuro da humanidade e para saúde e sobrevivência do ser humano. O que pode, deve e já está sendo feito, não só no Brasil, mas mundialmente, é regulamentar, fiscalizar e conscientizar as pessoas que fazem esse tipo de pesquisa, para utilizarem o mínimo necessário de animais, reduzir ao máximo qualquer sofrimento causado a eles e principalmente avaliar profundamente a real relevância dos projetos de pesquisa para a humanidade. A criação, nas últimas décadas, de comitês de ética em experimentação animal, em todas grandes instituições de pesquisa do país, e a aprovação recente da Lei Arouca, são exemplos de que o esforço está sendo feito. Agora, jogar tinta e ameaçar pesquisadores, invadir laboratórios (arriscando inclusive a se contaminar e gerar contaminação para terceiros) ou qualquer ato similar de terrorismo são atitudes de quem não tem capacidade de argumentar. A violência é o caminho que escolhem os indivíduos sem força moral, intelectual e espiritual para aceitar a diferença de opinião alheia. Esse tipo de atitude é algo patético, irresponsável e que denota falta de caráter. Discordar é um direito sagrado que cada um de nós tem. Entretanto, querer obrigar as pessoas a pensar e agir como nós achamos que devem fazê-lo e tentar coagi-las e amedronta-las para que assim o façam, é o tipo de atitude que tiveram os mentores de diversas ditaduras, inclusive aqui no Brasil, e o caminho escolhido pelo Sr. Adolph Hitler para "salvar" o seu país. Se esse é o caminho que os zooxiitas preferem, só lamento. Eu prefiro parafrasear Voltaire: "Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo". Se o leitor, após ler o que escrevi, ainda discorda de minha argumentação, respeito totalmente sua opinião, apenas peço coerência. Se não és vegetariano, torne-se imediatamente. Pare então de usar tudo que foi testado em animais: medicamentos alopáticos estão todos fora de cogitação, inclusive anestésicos. Deves fazer qualquer procedimento cirúrgico sem anestesia. Aliás, pensando bem, a maioria dos procedimentos cirúrgicos atuais ainda foram testados em animais, ou derivam de outros que assim o foram. Ou seja, a grande maioria deles estaria fora de sua lista de itens "zôo-corretos", inclusive nada de ir ao dentista. Não mate, por nenhum meio, em sua casa ou na rua: baratas (é totalmente absurdo tirar a vida de um animal só porque tem medo ou nojo dele!), aranhas, pulgas, carrapatos (deixe seu cão e seu gato cheios desses bichinhos lindos), piolhos (sim, se seu filho tiver piolhos, nada de matar os pobres animais, deixe a cabeça do menino virar uma colônia de piolhinhos felizes), lacraias, formigas, cupins, (se der cupim no seu guarda-roupa, alegre-se por hospedar animaizinhos tão fascinantes em sua casa), ratos (deixe um queijinho para aquelas ratazanas de estimação que visitarem sua cozinha e trate-as com carinho), mosquitos (nada de matar o mosquito da dengue, deves fazer campanha contra esse absurdo!) e ácaros (não desinfete o chão de sua casa, não limpe camas e sofás nem lave sua roupa, para não matar os pobres ácaros). Se lagartas, formigas, pulgões, cochonilhas ou lesmas atacarem seu jardim, paciência, a natureza é assim, deixe os animais se alimentarem em paz. Nunca dê vermífugos para seus filhos e animais de estimação, vermes também são animais e merecem proteção. Se fores um dia picado por uma cobra, jamais use soro antiofídico, além de ser obtido de veneno tirado contra a vontade de cobras mantidas em cativeiro, ainda por cima é injetado em pobres cavalos, que depois têm seu sangue coletado para extrair o soro. Nada de se vacinar, vacinas são testadas em animais antes de serem liberadas para uso humano. Nunca ande de avião, essas naves malignas matam aves por acidente com freqüência. Aliás, trens e carros também matam insetos no pára-brisa e atropelam animais que por acidente cruzem suas vias, nada de usar esses transportes, nem nada que tenha sido transportado por eles. Creio que com todas essas medidas simples você estará sendo totalmente zoocorreto. Aí, se quiser fazer um "upgrade" para zooxiita, basta passar a atacar cientistas e invadir laboratórios. Boa sorte, você vai precisar. Este artigo foi escrito por um leitor do Globo. Quer participar também e enviar o seu?Clique aqui Octávio Menezes de Lima Junior é doutor em Biologia Celular e Molecular http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2008/11/11/os_zooxiitas_a_polemica_do_uso_de_animais_em_experiencias-586345814.asp fonte:

Ativistas invadem laboratório da USP

O grupo Frente de Libertação Animal (FLA) invadiu, quinta-feira (6), um laboratório do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e destruiu materiais de pesquisas, equipamentos e computadores. Ninguém foi identificado ou detido.

De acordo com a polícia, uma professora da Faculdade de Biologia comunicou a ação do grupo ao 93 DP (Jaguaré), por volta das 10h30m de quinta. O prédio foi invadido por volta das 8h15m. O grupo, que protesta contra a utilização de animais em pesquisas, danificou o microscópio, o monitor do computador, um notebook e cortou os fios dos telefones. Eles espalharam os materiais de pesquisas pelo chão, o que danificou sua utilização. Nada foi levado do laboratório.

Segundo a polícia, o grupo também pichou a parede com a seguinte frase: "ALF ataca novamente. Nós voltaremos. Pensem em alternativas." ALF (Animal Liberation Front) é a sigla do grupo em inglês. O grupo costuma fazer ações para libertar animais que são usados em pesquisas. Em seu site, a ALF estimula ações individuais, como resgates e sabotagens. A polícia pediu que fosse feita perícia técnica no local. O caso foi registrado no 93 DP como danos qualificados.

Grupo é contra exploração de bichos

O Animal Liberation Front (ALF), ou Frente de Libertação Animal (FLA), é um grupo sem líderes que atua em cerca de 35 países. O grupo age em células que operam clandestina e independentemente umas das outras. No Reino Unido, eles utilizam uma frase que explica esse modelo de ativismo: "Por isto que a FLA não pode ser destruída, não pode ser infiltrada, não pode ser parada. Você, todos e cada um: vocês são a FLA."

Um dos objetivos da Frente de Libertação Animal é causar dano aos que lucram com a miséria e a exploração dos bichos. Como a estrutura do grupo não tem hierarquia, cada indivíduo ou célula controla sua própria atividade. As ações são anônimas e divulgadas pelo grupo em seu site. O último registro é de uma ação na Universidade de Los Angeles, nos Estados Unidos. A invasão na USP não está registrada na página.

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/11/433284.shtml

repassado para mim por:
Claudio Henrique

sábado, 1 de novembro de 2008

Vídeo Jornal do Almoço sobre os Cães sacrificados em Uruguaiana

Sindicância militar apura fuzilamento de sete cães

O comando da 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (2ª BCMec), como sede em Uruguaiana, determinou a abertura de sindicância para apurar a denúncia de que sete cães foram fuzilados em uma área de treinamento do Exército na cidade. A informação é do major Marcelo Lopes Fernandes, oficial de Relações Públicas do 2ª BCMec. Conforme o major, caso a sindicância aponte responsabilidades haverá a imediata instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM). O oficial acrescenta que o comandante do 8º Regimento de Cavalaria Mecanizado (8º RCMec), coronel Germano Bordon Húnior, disse desconhecer o episódio. Na última quarta-feira, o promotor de Justiça Cláudio Ari Mello recebeu denúncia de que os animais, que viviam sob a proteção afetiva de soldados do 8º RCMec, foram executados.

Inicialmente, os cães teriam sido trancados em um compartimento comparável a uma câmara de gás. Não morreram, mas saíram atordoados pela aspiração do gás de cozinha utilizado. Constatado que haviam sobrevivido, foram levados para uma área de treinamento do Exército, e fuzilados na Linha de Tiros e enterrados no mesmo local.

Apenas a cadela Pretinha conseguiu sobreviver aos tiros de fuzis calibre 22. Ferida por três balas, uma delas alojada no pulmão, Pretinha está sob cuidados da veterinária Cristina Braccini. Há suspeita que todo o procedimento teria sido ordenando por um oficial superior e executado por um capitão. Depois de o fato ter sido relatado ao representante do Ministério Público Estadual, os corpos dos animais teriam sido transferidos para um terreno de propriedade do Círculo Militar. No ano passado, o clube social dos militares foi condenado a pagar R$ 3 mil por ter permitido a execução de nove caninos por ordem de um coronel.

O Ministério Público Estadual, de acordo com o promotor Cláudio Ari Mello, abrirá inquérito na próxima segunda-feira para investigar a prática de crime ambiental. Na área crivel cabe ao Ministério Público Federal apurar o caso. O vice-presidente da Comissão Binacional de Recursos Naturais Renováveis Paso de los Libres/Uruguaiana, ambientalista Juraci Luques Jacques, afirmou nesta sexta-feira que estava perplexo com a barbaridade praticada contra os animais.

Fonte: Jornal Correio do Povo, sábado, 1/11/2008.

Bióloga da USP denuncia tráfico de animais destinados à produção de remédios

A maioria dos animais e plantas tirados ilegalmente do Brasil termina nas mãos da indústria farmacêutica, que elabora produtos com as toxinas geradas por eles, segundo Ursula Castro de Oliveira, bióloga do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

Ursula estuda há oito anos o tráfico de animais e plantas e, segundo explicou à Agência Efe, por trás desse negócio se escondem empresas de remédios, pesquisadores "sem escrúpulos" e até "congregações religiosas".

Aranhas, rãs, sapos e serpentes são escondidos em bagagens falsas ou levados nos corpos dos traficantes, segundo a bióloga.

O veneno de algumas serpentes é usado para tratar a hipertensão, e rãs da Amazônia têm propriedades anestésicas patenteadas por uma multinacional.

Empresas dos Estados Unidos e do Japão possuem direitos sobre certas substâncias secretadas por sapos e que são utilizadas durante séculos por comunidades indígenas.

Os EUA também detêm a patente de plantas como o rupununine, um derivado da noz de uma árvore que cresce no Brasil e que é usada tradicionalmente por indígenas como remédio natural para doenças cardíacas e neurológicas.

Ursula também destacou o caso do cupuaçu, cujos direitos de exploração pertencem a uma empresa japonesa.

De 5% a 15% dos cerca de US$ 20 bilhões gerados anualmente pelo tráfico de animais e plantas passam pelo Brasil, segundo dados do Governo federal correspondentes a 2006.

Esse contrabando começou na época da colonização, se agravou na década de 60 e atualmente é um "autêntico abuso", segundo a bióloga da USP.

O tráfico de animais é crime, e a pena varia até 1 ano de prisão, mas Ursula diz que "a fiscalização é falha".


A bióloga trabalha na ONG Iandé, dedicada a denunciar essa situação com a ajuda de outras organizações e universidades, mas se trata de algo "muito difícil" de localizar, pois só se pode investigar quando empresas estrangeiras lançam um novo remédio elaborado com substâncias que provêm de animais brasileiros.

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2008/11/29094-biologa+da+usp+denuncia+trafico+de+animais+destinados+a+producao+de+remedios.html

Ibama realiza soltura de aves no Maranhão


SÃO LUÍS - O Centro de Animais Silvestre (Cetas) da Superintendencia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Maranhão relizará a soltura de sete jandaias neste sábado (1º), no Sítio Aguahy, no município de São José de Ribamar (MA). As aves chegaram ao Cetas por meio de resgate, entrega espontânea ou por apreessão. Diferente da soltura que ocorreu em março, quando 12 jandaias apreendidas em São Paulo foram enviadas a São Luis, as sete aves que serão soltas hoje provém de São Luis. Vítimas do tráfico de animais silvestres, as jandaias passaram por diagnósticos clínicos. Na fase atual, conhecida como soltura branda, as aves passarão por um período de transição entre o cativeiro e o próprio ambiente natural. Liberdade parcial
A soltura branda caracteriza-se pela abertura de uma janela que possibilita a saída e a entrada do animal de um viveiro montado na área de soltura. Assim, as jandaias vão ter liberdade de locomoção, podendo voltar ao local preparado pelos técnicos para descanso, alimentação e proteção de predadores. Desde que chegaram ao Cetas, as aves já receberam tratamentos, incluindo dietas, exames de sangue e passaram por outras avaliações para diagnosticar sua situação física. Logo depois, elas foram submetidas a um período de observação em viveiros para averiguar os seus comportamentos. Espécie nativa A jandaia, também conhecida como aratinga jandaia, é uma ave que vive na orla marítima, na mata secundária em regiões cultivadas, como carnaubais e babaçuais, principalmente no sudeste do Pará e do Maranhão, em Pernambuco e no leste de Goiás. Têm o bico negro, intensa cor amarela e laranja, apenas com as rêmiges e algumas penas da asa e da cauda verde-azuladas. Vivem habitualmente em casais, e para dormir reúnem-se em bandos. Elas se alimentam de frutos e sementes e sua reprodução é caracterizada por ovos arredondados, brancos e pequenos, sendo chocados principalmente pela fêmea, que é visitada e alimentada pelo macho na câmara incubadora por 26 dias. Foto: Wikipedia

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http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=74522&idLingua=1