sexta-feira, 12 de setembro de 2008

(História e curiosidade) Animais eram julgados e até executados na Idade Média

Porcos eram os bichos que mais recebiam acusações.
Julgamento muitas vezes acabava com a pena máxima: forca.
Em 1386, um julgamento na cidade francesa de Falaise condenou o réu à pena máxima, enforcamento em praça pública, por cometer infanticídio – assassinato de criança. No dia da execução, o povo se aglomerou para ver o espetáculo. Pela importância da solenidade, o carrasco recebeu um par de luvas brancas. No centro do show estava a ré: uma porca. Sim, isso mesmo. A porca havia sido julgada e condenada à forca. Na Europa feudal, o julgamento de animais era comum, já que se acreditava que, se eles eram responsáveis por crimes, deveriam responder por eles.

O júri era igual ao aplicado aos humanos – e até a advogados os animais tinham direito. A interpretação da criminalidade animal provavelmente vinha das crenças judaico-cristãs. Em uma passagem bíblica, a morte por apedrejamento é citada: “E se algum boi escornear homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado certamente, e a sua carne se não comerá; mas o dono do boi será absolvido.” (Êxodo, capítulo 21, versículo 28).

Segundo a professora de literatura inglesa da Universidade da California e autora do recém-lançado "For the Love of Animals: The Rise of the Animal Protection Movement" ("Pelo amor dos animais: o surgimento do movimento de proteção animal", em tradução literal), em entrevista ao G1 por e-mail, a tradição de julgamentos era especialmente comum na França. "Os crimes eram geralmente homicídio ou crimes sexuais, como de humanos que fazem sexo com animais. Nessa época, os homens consideravam os animais moralmente responsáveis por seus atos."

No livro “The criminal prosecution and capital punishment of animals”, inédito em português, o americano Edward Payson Evans examina detalhes de 191 casos do tipo. Segundo ele, os julgamentos ocorreram principalmente entre os séculos XV e XVII, sendo que o primeiro registro encontrado pelo autor data de 824, quando toupeiras foram excomungadas no Vale de Aosta, noroeste da Itália. O último caso, segundo o livro, foi em 1906, quando um cachorro foi julgado em Délémont, na Suíça.

Em alguns casos, os animais obtinham clemência. O júri podia ser tanto eclesiástico como secular, e o crime mais comum era homicídio - mas também foram registrados roubos. Além dos porcos, entre os bichos citados há abelhas, touros, cavalos, ratos, lobos, gatos e cobras.

Porcos

Entre os animais acusados, os porcos estavam entre os que mais frequentavam o banco dos réus. Segundo escreveu Piers Beirne, professor de criminologia da Universidade de Southern Maine (EUA), em um artigo sobre o assunto, o motivo de os porcos serem comunmente acusados é que eles viviam livremente com os homens, e seu peso e tamanho faziam com que causassem problemas.

O filme “Entre a Luz e as Trevas”, de 1993, mostra um advogado que viajou ao interior da França e acabou defendendo um porco em um julgamento.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL752559-5602,00.html

Nota do blog:
Hoje em dia não mudou muita coisa ou nada mudou.
Os animais só não são julgados mais e muito menos têm direito a defesa...
São simplesmente torturados, executados entre outros maus tratos sofridos pelos mesmos sem nenhuma compaixão ou arrependimento humano.

Até o fim do mês, dezenas de baleias devem chegar à costa brasileira

Todos os anos, elas realizam seu ritual. Cruzam o planeta em busca de águas quentes e acabam visitando a costa brasileira por três meses. As baleias francas e jubarte já começaram a chegar e devem ficar aqui até novembro, quando seguem a jornada pela costa da Argentina. Os maiores animais do mundo viajam fugindo do inverno rigoroso da Antártida e se abrigam nas águas quentes da América do Sul para se alimentar e reproduzir.

As baleias franca, que começaram a chegar ao país no fim de julho, são as mais exibicionistas. Costumam se aproximar de embarcações e levantam a cauda sempre que percebem que estão sendo observadas. Na semana passada, 23 animais das duas espécies foram avistados. Até o fim de setembro, o número deve ser pouco maior que 200, segundo estimativas da ONG Greenpeace, que monitora a movimentação desses mamíferos por mares internacionais. Isso representa uma população cerca de 14% maior do que a observada no ano passado. “Há três anos, quando essas baleias ainda eram muito caçadas em águas internacionais, a população que chegava aqui não passava de 50”, diz o biólogo Carlos Honorato, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

À medida que aumenta a população de baleias no mundo, cresce a cobiça das empresas de caça, que operam principalmente no Japão. No mês passado, os integrantes da Comissão Internacional Baleeira (CIB) passaram uma semana reunidos em Santiago, no Chile, para tentar aprovar a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Como a idéia causa constrangimentos diplomáticos entre os países que são contra e a favor da caça desses animais, a decisão foi adiada para o ano que vem. O santuário ocuparia uma área que se estenderia da costa da América do Sul até a África, abaixo da linha do Equador até o paralelo 60, na Antártida (ver mapa). Sua principal função seria proteger as baleias que migram pelo planeta.

Turismo
A proposta é encabeçada pela Argentina e defendida por países que exploram o turismo de observação, como Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Uruguai. No entanto, potências como o Japão — que caça as baleias para diversos fins, inclusive comerciais — são contra a criação do santuário. O Brasil justifica a criação da área de proteção alegando que, das oito espécies de baleias com barbatanas existentes no planeta, sete percorrem águas brasileiras: franca, azul, fin, sei, bryde, jubarte e minke. “O santuário é importante para garantir o nascimento de filhotes”, ressalta Honorato, do Ibama.

Segundo ambientalistas que lutam pela preservação, o Japão representa a maior ameaça a essas espécies. O país ainda mantém a tradição de comer carne de baleia. Apesar de a moratória à caça comercial vigorar desde 1986, os japoneses possuem uma cota de captura científica na Antártida que atinge cerca de mil animais por ano. O governo japonês reconhece que a atividade resulta na venda de 5 mil toneladas de carne de baleia por ano no país. Segundo informa o site da Divisão Oceânica da Agência de Pesca do Japão, a intenção do país é voltar a caçar as baleias para pesquisa.

Com base nesses argumentos, o Japão abate na região da Antártida até 935 baleias minke, espécie que aparece como “risco menor de extinção” na lista de animais ameaçados elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Estão ainda na cota anual dos japoneses outras 50 baleias fin, espécie considerada “em perigo”, e 50 jubartes, classificadas na categoria “vulnerável”. O Brasil só proibiu a caça na década de 1980 e hoje defende o uso não letal desses animais, como o turismo para observação, atividade que está em expansão.

A polêmica em torno da caça promovida pelos japoneses ganhou força na reunião do CIB, no Chile, depois que a Dinamarca resolveu propor uma votação para ampliar a quantidade de baleias jubarte que pode caçar para fins comerciais. O país não conseguiu esse direito, mas foi por pouco. Foram 36 votos contrários à idéia e 31 a favor. “O Santuário de Baleias do Atlântico Sul deveria ser adotado este ano para tirar as baleias desse risco”, protesta Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha pelas baleias do Greenpeace, que participou do encontro em Santiago. Ela acredita que no próximo encontro, em 2009, na Ilha da Madeira, em Portugal, será possível conseguir aprová-lo.

Segundo Leandra, além do Japão, Islândia e Noruega são países que praticam a caça em maior escala. Mas todas as forças dos ambientalistas se concentram contra o Japão, que é acusado de fazer lobby com países menores para impedir a criação do santuário. “Os japoneses compram votos de países africanos e caribenhos, que acabam votando a favor de interesses dos baleeiros”, acusa a ambientalista.

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_18/2008/09/12/noticia_interna,id_sessao=18&id_noticia=31799/noticia_interna.shtml

Pingüins recebem tratamento vip em centro de recuperação em Aracaju

Estrutura foi montada para atender os animais que migram para o Brasil.
Os pingüins deixam o habitat natural em busca de comida.

A visita inesperada de pingüins mudou a rotina de pesquisadores e estudantes em Aracaju. Para dar o devido tratamento aos animais até um local foi aprontado para eles. Um tratamento vip que atraiu também animais de estados vizinhos.

Veja o site do Jornal da Globo

Os pingüins deixam o habitat natural em busca de comida. Saem de diversos pontos da Patagônia e da Terra do Fogo, no extremo sul do continente americano, e normalmente vão até o Rio de Janeiro.

Mas, desta vez, as correntes marítimas acabaram prolongando a viagem para a Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e até Rio Grande do Norte. Mais de 13 mil quilômetros. Os visitantes chegam exaustos.

“Algumas eram encontradas mortas, outras bem debilitadas, mas nosso trabalho é reabilitar essas aves para atingir o peso de soltura”, explica o veterinário Ernesto Foppel.

Os pingüins são da espécie magalhães. Segundo especialistas, a migração ocorre por causa de mudanças da circulação atmosférica, que têm deixado as correntes oceânicas mais frias.

“É uma resposta do oceano ao clima atmosférico. Aí nós temos essas espécies de habitat diferentes chegando até as regiões tropicais”, diz o meteorologista Overland Amaral.

Centro de recuperação

Uma estrutura foi montada para atender os animais que também chegam de estados vizinhos. Há ocorrências até no Rio Grande do Norte. Uma área desativada do Ibama virou centro de recuperação de pingüins. No local, os animais têm piscina com água que vem direto do rio, tanques onde ficam parte do dia, e, principalmente, atenção e mimos.

"São animais que estão estressados e para reverter esse grau de estresse deve haver um grau de afetividade”, diz o médico veterinário Marcos Túlio Rodrigues.

Até agora, chegaram 42 pingüins, metade veio dos estados de Alagoas e da Paraíba, e para dar conta desses visitantes acidentais foi preciso a ajuda de voluntários. Estudantes dos cursos de medicina veterinária e biologia que estão aproveitando ao máximo essa oportunidade de aprendizado na prática.

“Cada um tem um certo tipo de comportamento e de sociabilidade. A gente está aprendendo cada vez mais a respeito da biologia da espécie”, fala o estudante de biologia Alésio Barros.

Não falta serviço para os voluntários. Ninguém quer perder a oportunidade, há até uma lista de espera.

"O aparecimento dessas aves para os amantes da biologia foi sensacional", afirma o estudante de biologia Douglas Silva.

Os animais todos os dias são pesados e examinados. Com o tratamento e a alimentação adequados muitos já estão com o peso normal, que é de 4,5 kg e, em pouco tempo, farão a viagem de volta.

"Eu estou imaginando o dia em que eles forem embora, vai bater aquela saudade”, diz o estudante Douglas Silva.

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL757200-5598,00.html