quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Biólogos realizam manifestação contra poluição ambiental

O problema existe há mais de dez anos e causa sérios prejuízos financeiros e, principalmente, ambientais

Uma tubulação da Caesa, localizada próxima à reserva que, quando fica cheia, gera o vazamento do esgoto para o interior da área ambiental. A vazão chega a atingir mais de mil litros por minuto, que forma uma pequena cachoeira de esgoto e gera a contaminação do igarapé Mangueirinha, localizado no interior da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Revecom. Alguns animais já foram intoxicados com gás sulfídrico, uma substância emitida pelo esgoto.
Quando o esgoto cai no igarapé, o excesso de fósforo e de outros minerais pesados, fontes de alimentos para as algas cianofíceas, gera a reprodução excesso delas na superfície do rio. Dessa forma, o isoplâncton, o fitoplâncton, alguns peixes e animais pequenos, como os caranguejos, vão desaparecendo. Essa situação causa problema às cadeias alimentares.
Essa situação existe há mais de dez anos e gera prejuízos financeiros e ambientais, como a perda de várias espécies animais e vegetais da reserva.
A maior preocupação não é só com o prejuízo financeiro, mas sim, principalmente, com o prejuízo natural, tendo em vista que, para recuperar o meio ambiente afetado, vai haver a demora de várias décadas, se for possível realizar a recuperação.
O Ministério Público, quando tomou conhecimento do problema, multou a Caesa em 10 mil reais por dia, se ela não tomar as medidas necessárias para executar a resolução do caso. De acordo com Bárbara Soares, Bióloga Voluntária da Reserva, “essa multa já foi aplicada há mais de dois anos atrás e até hoje nada foi feito. Por conta disso, foi montado um grupo ambientalista, que vem a público expor o problema, através de campanha, durante esta semana. Ela será realizada em diversos pontos estratégicos da Avenida FAB, como em frente à Assembleia Legislativa, ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça”, afirma.
Segundo a bióloga, essa manifestação é também para buscar o apoio do governador do estado, Camilo Capiberibe, para tentar resolver o problema de uma vez. Isso pode ser feito com a substituição de toda a tubulação do esgoto da Caesa. “Isso tem que ser feito, porque essa é uma situação gravíssima, é um crime ambiental muito sério, e o Revecom é uma unidade de conservação protegida por legislação ambiental pela esfera federal. E nós, como biólogos e ambientalistas, não podemos mais suportar uma situação como essa, ainda mais em um estado em que há um forte discurso ambientalista e tem 70% da sua área protegida, então acredito que cabe a nós como população e como civis defender a nossa natureza”, afirma Bárbara Soares.
O Ministério Público já se posicionou a favor do grupo, fez alguns relatórios e também multou a Caesa. O Governador do estado, Camilo Capiberibe já conversou com o gestor do Revecom, Paulo Amorim, e prometeu ajudar na resolução do caso.

REVECOM, A RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) é uma Unidade de onservação particular, onde o proprietário, de caráter voluntário, transforma o local em área protegida, amparada por lei e marcada com perpetuidade.
A Revecom foi criada no ano de 1996 e reconhecida pelo Ibama em 1998. Ela possui 17 hectares, ou seja, 171.000 m2. A área é localizada no bairro Vila Amazonas do município de Santana.
A Revecom mantém o Programa Voluntário de Atendimento à Fauna Silvestre do Amapá (PVAFS), que cuida de animais silvestres debilitados recolhidos pelo Estado. Muitos desses animais estão inseridos nas espécies em risco de extinção. Além disso, a reserva é um ponto turístico para o estado, onde existe trilhas adaptadas aos deficientes visuais e cadeirantes.

Por Graziela Miranda

http://www.jdia.com.br/pagina.php?pg=exibir_not&idnoticia=31158

Ambiental e Fiscalização multam dono de cavalo morto

A Divisão de Fiscalização do Departamento de Defesa e Controle Animal da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e militares da Polícia Ambiental de São Carlos realizaram uma vistoria na segunda-feira (24) a fim de aplicar a multa administrativa no proprietário do cavalo vítima de maus tratos no dia 11 de janeiro deste ano.

A punição administrativa ocorre paralelamente ao crime de maus tratos, que será julgado pela 3ª Vara Criminal de São Carlos no próximo dia 9 Fevereiro.

A Polícia Ambiental recebeu o laudo veterinário e o Relatório Circunstanciado do Departamento de Defesa e Controle Animal e com amparo legal do artigo 32 da Resolução SMA 32/2010 aplicou auto de infração no valor de R$ 1,5 mil ao proprietário do animal.

2.255 vistorias

O Departamento de Defesa e Controle Animal possui uma divisão que no ano passado realizou 2.255 vistorias a pedido dos munícipes para verificar casos de maus tratos, de irregularidades, de abandonos ou até mesmo para orientar os proprietários sobre os conceitos da guarda responsável.

Além disso já realizou uma grande apreensão de maus tratos, quando 46 aves foram apreendidas no Vale do Uirapuru

O crime

Na tarde de terça-feira (11), moradores da rua Totó Leite denunciaram à PM os maus tratos contra um cavalo. Agentes municipais compareceram ao local e confirmaram o crime.

Segundo informações, o cavalo arriou e mesmo assim o proprietário continuou puxando o animal, que chegou a bater a cabeça em um carro e desmaiar. Naquela os fiscais apreenderam o cavalo e o encaminhou para o canil. Porém o animal não suportou e morreu.

O proprietário do animal foi conduzido até o Plantão Policial onde foi lavrado o Termo Circunstanciado pelo crime de crueldade contra animais.

http://www.saocarlosdiaenoite.com.br/noticia.php?n=14627

A não castração em animais domésticos pode causar doenças

Descubra quais os benefícios que a castração trás ao seu bichinho de estimação.

A castração é recomendada para cães e gatos. Os veterinários explicam que a castração é indicada no fim do período de vacinação.

A Veterinária Marta explica que devido à grande quantidade de cios que a cadela tem durante a vida é importante que ela tenha filhotes pelo menos uma vez por ano, pois assim o índice de que ela contraia graves doenças no futuro, como câncer nas mamas, tumores, nódulos, e problemas no sistema reprodutivo, diminuem.

No caso dos machos a castração é importante, pois, eles têm como habito marcar território fazendo xixi em vários lugares da casa, a castração evita isso e diversos tipos de problemas na próstata.

No caso das fêmeas as doenças que podem ser evitadas com a castração são infecções uterinas, tumores de ovário e cistos. Já no caso dos machos os tumores de testículo, prostatite e tumores na próstata têm grandes chances de serem evitados com a castração.

A tendência é que os animais castrados engordem após a castração, pois, o metabolismo deles muda. É ai que os donos devem ter um cuidado redobrado com seu bichinho não deixando que ele se torne sedentário, pois, animais obesos tendem a ser mais lentos e cansados.

A castração é recomendada também para animais que são muito bravos e possessivos que não obedecem e às vezes agridem até o próprio dono.

Lembrando que a castração muda diversos hábitos do cão, mas, não seu instinto protetor, e o melhor de tudo é que protege seu animal de graves doenças mantendo-o por mais tempo com você.

Por: Hanna Zamboni - ABCD Net News


http://www.tvabcd.com.br/noticias/1806/a-nao-castracao-em-animais-domesticos-pode-causar-doencas

Animais explorados em fazendas consomem 80% dos antibióticos, nos Estados Unidos

Dados lançados pelo Center for a Livable Future, que trabalha para criar modelos sustentáveis de vida humana, revelam que 80 por cento dos antibióticos comercializados nos Estados Unidos são usados de forma não-terapêutica em animais explorados em fazendas.

Em 2009 a Union of Concerned Scientists (literalmente, União de Cientistas Preocupados) estimou que 25 milhões de quilos de antibióticos houvessem sido usados nos dois anos anteriores, ou 70 por cento de todos os antibióticos vendidos nos Estados Unidos.

Mas o número foi revisado pela CFL que concluiu que a cifra chega a 80 por cento. Uma medida que determina que a FDA, órgão governamental que controla comida e drogas naquele país, tornou pública na semana passada a quantidade de drogas antimicrobiais vendidas e distribuídas para uso em animais explorados como comida. O total para 2009 é 13.1 quilogramas.

Os antibióticos são rotineiramente dados a animais saudáveis em fazendas de forma não-terapêutica antes de eles ficarem doentes para compensar as condições imundas em que eles vivem e para promover crescimento. O problema é que com isso os animais que recebem pequenas doses de antibióticos regularmente são como bandejas de crescimento bacterial que podem resultar em variações de bactérias resistentes a antibióticos.

Como consequência, essas bactérias resistentes podem se espalhar para outros animais e para os humanos ao comer e manusear carne e produtos de leite, junto com frutas e vegetais, ou por serem expostos ao abastecimento de água que foi contaminada com esterco em forma de fertilizantes e escorrimentos.

A indústria de exploração de animais em fazendas está criando algo contra o qual a medicina não tem chance alguma e todos estamos suscetíveis a isso, comedores de carne ou não, em qualquer lugar do mundo em uma economia globalizada.

Fonte: diHITT