terça-feira, 16 de setembro de 2008

Tráfico de animais silvestres é debatido em Santos

O tráfico de animais silvestres será o tema principal da 9ª reunião ordinária do Conselho Municipal para Proteção à Vida Animal, que acontece hoje, às 5 da tarde, no auditório da Prodesan, na Praça dos Expedicionários, 10. Haverá palestra ministrada pelo tenente da Polícia Ambiental João Soares, que também falará do trabalho da corporação na área de fiscalização contra maus-tratos a animais. O Coselho é integrado por representantes de secretarias municipais, universidades, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e entidades de proteção animal. A reunião é aberta ao público. Outras informações pelo telefone 3226-8080.

Iara Correia
Jornalista Responsável
jornalismo@radiocultura.com.br

http://www.radiocultura.com.br/fm/noticia-6063.htm

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Um centro de recuperação de chimpanzés

Este é um lugar especial. É uma ilha onde convivem homens e chimpanzés em harmonia, o que já é raro. Mas não é só isso que faz a diferença. Aqui, os homens estão a serviço dos macacos.

Por exigência dos veterinários que cuidam dos animais, a equipe do Fantástico teve que tomar oito vacinas, tirar radiografia do pulmão e vestir uma roupa especial para entrar no santuário dos chimpanzés. Mas eles não estão preocupados com a nossa saúde. O cuidado é com a saúde dos macacos, para que não sejam transmitidas doenças para eles.

O santuário dos chimpanzés, Negamba, é uma ilha no meio do Lago Vitória, o maior lago da África. A Ilha dos Macacos faz parte de Uganda e funciona como um centro de reabilitação para animais traumatizados, que sobreviveram à violência dos caçadores.

A cerca de arame eletrificado impede que os bichos passem para a área onde vivem os técnicos do projeto. Mas, diariamente, muitos dos macacos saem da floresta e vêm dormir na área protegida da ilha. Eles passam por um túnel, o acesso entre o dormitório e a mata.

Lá vivem 43 chimpanzés. Todos estes animais são estressados. Eles são órfãos e chegaram depois que viram as mães e os pais serem mortos por caçadores. Em geral, foram salvos por guardas quando atravessam a fronteira levados por contrabandistas. Seriam vendidos a zoológicos, circos e criadores em outros países. Um filhote de chimpanzé pode valer US$ 10 mil.

Para pegar um filhote, são mortos, em média, dez macacos adultos. Quando uma mãe é atingida pelos tiros, quase sempre outra fêmea recupera o filhote e corre pela mata tentando escapar dos caçadores.

A primeira chimpanzé a chegar no santuário, há nove anos, fica olhando para cima o tempo todo. Ela foi apreendida quando os contrabandistas já estavam passando pela fronteira de Uganda com o Congo.

Aicuro, como é chamada, foi arrancada com fogo do corpo da mãe morta. Como ela não desgrudava da mãe, os caçadores atearam fogo. Ela chegou ao santuário muito traumatizada e até hoje recebe atenção especial dos técnicos.

Cinco mil chimpanzés são mortos por ano na África. A carne é consumida até nos restaurantes das grandes cidades. A caça, o contrabando e o desmatamento ameaçam a sobrevivência da espécie.

No início do século passado, havia 1,5 milhão de chimpanzés na África. Hoje, são menos de 200 mil. Se a matança continuar neste ritmo, daqui a 10 ou 15 anos estarão extintos. Na ilha orfanato os chimpanzés estão protegidos. O objetivo é recuperá-los para a vida selvagem.

Os mais cotados para sair são aqueles que não voltam ao anoitecer para dormir na área cercada e os que dispensam o suplemento alimentar oferecido três vezes ao dia. Mas os cuidados com os chimpanzés na ilha vão muito além de comida, remédio e proteção.

Como conta o veterinário Fred Lisenmana, a convivência é tão intensa que os animais tornam-se parte da vida dos técnicos.

“Eles nos tratam como irmãos e irmãs e nós os tratamos da mesma forma”, diz o veterinário.

De fato, os chimpanzés não largaram da nossa equipe durante toda a nossa visita à Ilha dos Macacos. A intimidade entre homens e chimpanzés é evidente.
(Fonte: Fantástico / Rede Globo)

Clique aqui para assistir à reportagem.

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=40687

Duas macaquinhas na mão da Justiça

Uma família de São Paulo, que mantém dois chimpanzés em casa, não aceita devolvê-los para a mata, como a Justiça ordenou. E recorreu à lei dos homens para ficar com os bichos.

As chimpanzés Megh e Debbie vivem com a família Forte há dois anos, num sítio em Ibiúna, na Grande São Paulo. O sítio é um santuário animal licenciado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, o Ibama.

As duas, que nasceram em cativeiro, foram doadas por um zoológico particular do Ceará, que não existe mais. O Ibama entrou na Justiça porque afirma que a família não conseguiu comprovar a origem legal dos animais.

“É a forma que temos de controle para evitar que ocorra captura na natureza e tráfico de animais silvestres. Neste caso, é uma espécie exótica”, explica Antônio Ganme, da fiscalização de fauna do Ibama.

A Justiça Federal decidiu, então, que Megh e Debbie têm de ser soltas no seu ambiente natural. Isto significa enviá-las de volta para a África. O medo da família é de que as duas não resistam se tiverem que voltar ao habitat natural. Por isso eles pediram aos advogados que aplicassem uma lei usada para seres humanos e entraram com um pedido de hábeas corpus no Superior Tribunal de Justiça.

A família afirma que o DNA do macaco é 96% igual ao dos seres humanos. Assim, para a família Forte, o hábeas corpus que vale para os humanos vale para os chimpanzés.

“O remédio do hábeas corpus é processual e destinado a proteger o cidadão no gozo das suas garantias constitucionais estabelecidas. Não imagino como um chimpanzé possa ser protegido, possa ser entendido pela legislação brasileira como titular de direitos e obrigações”, afirma Flávio Ahmed, da Comissão de Direito Ambiental da OAB no Rio de Janeiro.

O pedido de hábeas corpus começou a ser julgado esta semana no Superior Tribunal de Justiça. Na última sexta-feira, porém, o Ibama abriu uma possibilidade de entendimento com os donos de Debbie e Megh.

“Reintroduzi-los na natureza é absolutamente inviável”, opina Antônio Ganme, do Ibama.

“O que importa, na verdade, é o bem estar das meninas”, diz o proprietário das chimpanzés, Rubens Forte.
(Fonte: Fantástico / Rede Globo)

Clique aqui para assistir à reportagem.

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=40686

ATO DE REPÚDIO À APROVAÇÃO DA LEI AROUCA- 18 DE SETEMBRO - BRASÍLIA

domingo, 14 de setembro de 2008

Polícia apreende animais silvestres no Mercado Central

A polícia apreendeu, na manhã deste domingo (14), 122 marrecos, sabiás, corrupiões, casacas e outras espécies de aves que eram comercializadas ao ar livre no Centro de Teresina. A batida policial aconteceu no Mercado Central, na região conhecida como “feira dos pássaros”, e foi realizada pela Companhia Independente de Polícia Ambiental (Cipama) e 1° Batalhão da Polícia Militar.

As aves foram recolhidas e enviadas para o IBAMA, algumas debilitadas. Nenhum vendedor foi preso. Ao perceberem a chegada dos policiais eles correram, deixando pra trás animais e gaiolas.

Mesmo clandestina, a “feira dos pássaros” existe há anos e é onde os traficantes repassam os animais silvestres retirados de seus habitats naturais. O major José Soares, comandante do Cipama, admite que as autoridades sabem da existência da feira, mas o combate à venda ilegal de animais não depende apenas da polícia. “Enquanto houver comprador vai haver o traficante. As pessoas devem se abster de comprar. Falta conscientização”, resume.

Para o major, a penalidade prevista para esse tipo de crime é outra barreira contra o combate a ilegalidade. Mesmo preso em flagrante, o acusado responde ao processo judicial em liberdade. Se condenado, cumprirá de seis meses a um ano de prisão e será posto em liberdade, podendo continuar a traficar aves e outros tipos de animais silvestres.

http://www.acessepiaui.com.br/interna.php?id=95078&col_id=6

Zoológico pretende ficar com os animais do Le Cirque

O Zoológico de Brasília quer ficar com todos os animais do Le Cirque caso a Justiça se pronuncie a favor da permanência deles em zôos. "Só um louco não gostaria", afirma o diretor da fundação, Raul Gonzalez, que aguarda ansioso pela decisão judicial que será seguida, também, por outra: a do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que resolve o destino final dos bichos. Raul Gonzalez, disse, neste domingo (14/09), que se puder ficar com todos, as providências serão tomadas.

O elefante africano, o rinocerante — hóspede inédito no zôo brasiliense — as girafas e o hipopótamo, estão fazendo sucesso entre os visitantes. Tanto, que o público aumentou em 15% desde que eles chegaram ao local há cerca de um mês, depois de retirados do circo pelo Ibama. Últimos animais a chegar ao zôo do total de 25 apreendidos pelo Instituto que constatou maus tratos pelo Le Cirque, o elefante e o rinoceronte viajaram durante quatro dias.

Os bichos estavam em Campo Grande (MS) esperando para retornarem a Brasília. Em agosto, seus colegas de circo foram trazidos ao zôo. São duas girafas, nove pôneis (eram 10, um morreu), uma zebra, um hipopótamo, cinco elefantes, dois camelos e um casal de lhamas.

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/09/14/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=32269/noticia_interna.shtml

sábado, 13 de setembro de 2008

Animais em circo é tema de audiência pública em SP

Uma audiência pública discute, na segunda-feira (15), em São Paulo, propostas de leis para o uso de animais em circo. A audiência, baseada em um projeto que prevê a regulamentação do uso, ocorre a partir das 14h na Academia Brasileira de Circo, na Avenida Regente Feijó, 1.560, Jardim Amália Franco.

Aberta a interessados, ONGs e entidades civis, a audiência terá presença de advogados, biólogos e veterinários, além de circenses.

O objetivo é definir propostas para a regulamentação da utilização de animais em espetáculos circenses. No Congresso Nacional há vários projetos desde pelo menos 2001 versando sobre o tema.

As propostas vão desde a regulamentação, prevendo ações como a contratação de biólogos e veterinários por circos que mantêm animais, à proibição total.

Segundo Marlene Querubin, do Circo Spacial, que não utiliza animais, a utilização de bichos ainda garante público aos espetáculos. Ela defende a regulamentação e não a proibição. Esta é a segunda audiência pública sobre o tema e, para ela, a mais importante.

Outras informações podem ser obtidas no telefone (11) 2076-0087.

Está programada ainda uma terceira audiência pública em 5 de novembro no Senado Federal.

http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?228289